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Deu na Gazeta do Povo:

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Os deputados estaduais paranaenses protocolaram o projeto de lei do Escola sem Partido que vem sendo replicado em todo o país. A proposta de lei, que passou a tramitar nesta segunda-feira, tem como objetivo restringir a “doutrinação” dos professores nas escolas públicas e particulares.

O projeto, de autoria do pastor Gilson de Souza (PSC) foi assinado por 12 deputados estaduais e existe a possibilidade de que seja levado à discussão na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) ainda nesta terça-feira. “Não pedimos urgência, mas a pauta da CCJ está limpa. Se não entrar nesta semana entra na próxima”, disse Gilson de Souza, pelo telefone, ao blog.

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De acordo com o pastor, há duas preocupações básicas por trás da apresentação da proposta. Uma delas seria uma tendência, de acordo com ele, de que professores, principalmente de esquerda, estejam usando a sala de aula para fazer proselitismo com os alunos, incluindo levá-los a participar de manifestações públicas.

A outra preocupação tem fundo religioso e se relaciona com o que os evangélicos têm chamado de “ideologia de gênero”. O assunto já foi bastante debatido quando da formulação dos planos de educação nos estados e municípios, neste ano. Os pastores e outros deputados conservadores temem que os professores deem nas aulas informações sobre orientação sexual que, segundo eles, não são científicas e que podem ir contra o que a família ensina em casa.

Como alguém que vem combatendo a doutrinação ideológica em nossas escolas há anos, por considerar que esse seja talvez o nosso maior problema estrutural e a origem de vários outros, e como co-autor de um livro (em andamento) sobre o assunto, com Miguel Nagib, o fundador da ONG que leva o mesmo nome do projeto de lei, só posso aplaudir a iniciativa desses deputados paranaenses.

Ou o Brasil consegue reverter esse quadro de doutrinação ideológica inspirado em Paulo Freire e Gramsci, ou não corremos o menor risco de dar certo, como diria Roberto Campos. Vamos ensinar a essas crianças a ler e escrever direito, a fazer contas, a pensar por conta própria, e não enfiar em suas cabeças indefesas lixo marxista como se fosse dogma. Chega!

Rodrigo Constantino

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