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Quase 60 milhões começam o ano inadimplentes, um recorde histórico
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A taxa de desemprego no Brasil subiu a 9% no trimestre encerrado em outubro e renovou o maior patamar da série iniciada em 2012, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, divulgada no último dia 15, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No trimestre encerrado em julho, a taxa foi 8,6% e, no período entre agosto e outubro de 2014, chegou a 6,6%.

Mas, independente das razões políticas, econômicas e sociais que levam a este cenário, quem se mantém empregado está mais apreensivo com as notícias. Para essas pessoas, mais do que nunca, é hora de ter cautela com o crédito e de fazer um pé de meia, que garantirá uma renda extra em caso de demissão.

 

Ano

 

Número de inadimplentes

 

Valor da dívida

2012               50,3 milhões R$ 215,9 bilhões
2013               51,8 milhões R$ 218,0 bilhões
2014               54,1 milhões R$ 218,6 bilhões
2015               59 milhões R$ 255 bilhões

Não há nada pior, do ponto de vista das finanças e também do estresse, do que começar o ano devendo muito. Isso abala a expectativa dos consumidores, gera uma sensação de total insegurança, pois ficam sem saber se terão condições de honrar seus compromissos e garantir o mínimo necessário para suas famílias.

E parte temos um componente cultural, sem dúvida. Brasileiro nunca foi bom poupador, muito menos saca de finanças. Desconhece o conceito de juros compostos, por exemplo, o que permite a bola de neve no endividamento, especialmente com nossas taxas de juro absurdas, fruto da gastança do governo.

Mas o fator conjuntural é bastante relevante dessa vez. A economia “foi pro saco”, afundou de vez, e o reflexo disso está no desemprego de quase 10 milhões de pessoas. A dívida aumentando e o desemprego subindo cria uma bomba-relógio, uma situação calamitosa. É o mais triste efeito da era lulopetista de irresponsabilidade e incompetência, sem falar da roubalheira.

O pior é que não há luz no fim do túnel enquanto Dilma for a presidente. Essas famílias terão de andar na corda bamba e torcer para chegar vivas até 2018, quando a situação pode começar a melhorar de fato. Desejo sorte a todos, lembrando que cada um precisa fazer sua parte: cortar o supérfluo, tentar viver dentro das possibilidades, e evitar ao máximo entrar no cheque especial, com taxas de “agiota” no Brasil.

Rodrigo Constantino

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