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Rodrigo Constantino

Um blog de um liberal sem medo de polêmica ou da patrulha da esquerda “politicamente correta”.

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Que tipo de gente poderia intimidar um homem numa cadeira de rodas?

A Antifa é o grupo que se diz anti-fascista, mas que adota todos os métodos fascistas. Por ser de extrema-esquerda, porém, conquista relativa simpatia – ou ao menos obsequioso silêncio – da mídia mainstream. Mas vejam nesse vídeo do que essa gente é capaz:

É o tipo de imagem que dificilmente a CNN irá mostrar. Justiça seja feita, um artigo publicado no Washington Post teve a coragem de comparar a Antifa aos neonazistas, algo que Donald Trump fez após Charlottesville, e que gerou enorme revolta dos jornalistas. O autor, Marc Thiessen, afirmou sem rodeios que a Antifa é o equivalente moral do nazismo:

E vamos ser claros: totalitários é precisamente o que são. Mark Bray, um palestrante de Dartmouth que defendeu as táticas violentas da Antifa, explicou recentemente em The Post, “seus adeptos são predominantemente comunistas, socialistas e anarquistas” que acreditam que a violência física “é tanto eticamente justificável quanto estrategicamente efetiva”. Em outras palavras, eles não são diferentes dos neonazistas. Neo-nazistas são os violentos defensores de uma ideologia assassina que matou 25 milhões de pessoas no século passado. Os membros da Antifa são os defensores violentos de uma ideologia assassina que, de acordo com “O Livro Negro do Comunismo”, matou entre 85 milhões e 100 milhões de pessoas no século passado. Ambos praticam violência e pregam o ódio. Eles são moralmente indistinguíveis. Não há diferença entre aqueles que batem em pessoas inocentes em nome da ideologia que nos deu Hitler e Himmler e aqueles que batem em pessoas inocentes em nome da ideologia que nos deu Stalin e Dzerzhinsky.

Além disso, o autor cobrou coerência da esquerda, alegando que não é aceitável atacar Trump por não criticar diretamente a KKK (e ele criticou!), enquanto se cala diante da Antifa:

Então, por que os líderes democratas não fizeram o mesmo? Depois de Charlottesville, a mídia exigiu de forma correta que o presidente Trump e todos os republicanos condenassem os neonazis e os KKK. Então, onde estão os pedidos de democratas para condenar a Antifa – e a condenação pública brutal àqueles que não conseguem fazê-lo? Se os neonazis vestidos de preto tivessem atacado manifestantes pacíficos em uma marcha “Não ao Racismo na América” ​​em Berkeley, os políticos em Washington estariam caindo sobre si mesmos para expressar seu desgosto – e qualquer um que não o fizesse seria vilipendiado. Mas quando os neocomunistas cometem esse tipo de violência, eles recebem um passe da esquerda. Isso não pode ser tolerado.

Nesse quadro podemos ver como Antifa e nazismo são, na prática, dois lados da mesma moeda podre:

A esquerda pode ignorar o quanto quiser, mas seu filhote radical tem tudo a ver com aquilo que ela diz mais repudiar: a extrema-direita. Ambos são antiliberais, contra o indivíduo, contra a liberdade de expressão, contra o livre mercado, as democracias representativas e adotam métodos violentos. Ambos são… fascistas! Afinal, o fascismo vermelho também existe.

Rodrigo Constantino

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Sobre / 

Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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