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Rodrigo Constantino

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Se Carolina do Norte era teste para 2020, então Trump passou!

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Tivemos eleições especiais em dois distritos de Carolina do Norte na noite desta terça, e a mídia deu grande atenção ao resultado. Afinal, especialmente no nono distrito, que teve suspeitas de fraude e por isso realizou novas eleições, o candidato republicano Dan Bishop estava bem atrás nas pesquisas.

E por se tratar de um distrito historicamente “vermelho”, ou seja, republicano (nos EUA é tudo trocado, a direita é vermelha e a esquerda é “liberal”), a perda para os democratas poderia ser um sinal de fraqueza de Trump, indicando possível derrota em 2020.

Não era exatamente isso, pois o candidato democrata era alguém bem mais moderado do que o provável nome a disputar com Trump ano que vem, a menos que seja Joe Biden o escolhido nas primárias. Todos os demais são muito radicais e esquerdistas, o que prejudica uma comparação.

Não obstante, era um teste, especialmente para avaliar a aprovação de Trump perante as “mães de subúrbio”, aquelas que tendem a rejeitar mais seu estilo. Os democratas, apostando nisso, colocaram muito dinheiro nas campanhas. E perderam.

A margem foi bem estreita, é verdade, com 51% para o republicano e 49% para o democrata. Mas como Bishop estava atrás nas pesquisas, essa reviravolta foi interpretada como força do presidente. Até porque ele teve papel preponderante na vitória.

Trump, com seu vice Mike Pence, fez um evento no distrito um dia antes da eleição. E esteve em seu melhor momento. Focou naquelas que deveriam ser suas duas principais bandeiras para a reeleição: a força da economia, com a menor taxa de desemprego do histórico, principalmente para minorias, e o radicalismo crescente de seus adversários, cada vez mais socialistas.

Ao adotar essa pegada, Trump destacou seus acertos, frisando o avanço dos empregos, e alimentou o medo legítimo que americanos têm do socialismo. Candidatos sempre demonstram algum receio ao colocar Trump no palco, primeiro pois é figura radioativa para certo público, segundo porque a coisa se transforma em evento sobre Trump, já que ele atrai todos os holofotes e ofusca os demais.

Ainda assim Bishop pagou para ver, e se deu bem. Os republicanos mantiveram os dois assentos, e os democratas tiveram de reconhecer que a derrota teve o dedo do presidente, o que não é animador em seu ponto de vista para ano que vem. Se Carolina do Norte era um teste para 2020, então Trump passou!

O presidente, com todo direito, comemorou nas redes sociais:

Rodrigo Constantino

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Sobre / 

Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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