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Rodrigo Constantino

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Socialismo Millennial: estúpido, malvado, ou ambos?

Por Kurt Schlichter *

Parabéns, oh mais insuportável das gerações – contra todas as probabilidades e confundindo os especialistas, você de alguma forma conseguiu tornar-se ainda mais irritante. Aparentemente, o novo modismo entre o seu grupo cansativo é o “Socialismo Democrático”, ressuscitando um culto venenoso da morte política do século XIX e dando um novo giro para torná-lo palatável para os otários. É o equivalente político dos hipsters que insistem que os discos de vinil são superiores porque eles não cresceram forçados a tocar suas músicas naquele formato miserável.

A parte “democrática” é uma nova embalagem astuta. Basta colocar “democrático” na frente de algo horrível e pronto: vira uma beleza. “Herpes democrática”? Sexy! “Nazismo Democrático?” Ei, qual a diferença? Nacional-socialismo, socialismo democrático? É apenas uma questão de quem administra os campos de concentração porque, independentemente da marca específica do socialismo, há sempre campos de concentração. Sempre.

O fato de esses millennials Marxóides não terem experiência pessoal com o socialismo não os impede de adotá-lo. Afinal, os maiores fãs do socialismo são sempre as pessoas que não estão presas dentro dele. Lembra dos “progressistas” que sempre voam para Havana ou Caracas para festejar com o caudilho local? Eles sempre voltam para casa novamente.

Os diletantes socialistas millennials de hoje podem considerar a consulta com alguns de nós que têm experiência pessoal com esse câncer ideológico, mas os millennials tendem a preferir confiar em seus sentimentos arbitrários, e não em fatos antigos e entediantes, em provas e história.

O que os velhos fatos, a evidência e a história demonstram, além de qualquer disputa racional, é que o socialismo é uma abominação manchada de sangue, com 100 milhões de cadáveres em seu currículo maldito. A garota do momento na turma comunista/democrata, Daisy Ocasio-Cortez, de olhos arregalados, não deixa que os conceitos burgueses como “saber coisas” a impeçam de compartilhar seus insights do ensino médio por toda a mídia de esquerda, ou seja, “a mídia”. Gulag Barbie é uma palhaça, e até mesmo os apresentadores da imprensa olham espantados para seu balbucio adolescente, espantados quando ela joga uma salada incoerente de palavras sobre o paraíso dos trabalhadores.

Ora, será como a Suíça. Ou a Suécia. Tipo, eles são diferentes?

Aliás, isso é uma sátira, caso você seja tão idiota como ela para dizer.

Ninguém ama tanto o socialismo como um idiota que nunca o experimentou em primeira mão. Ninguém o odeia tanto como alguém que o viu de perto. Eu andei por aí em suas ruínas no exterior; é um matadouro. Minha esposa escapou, apesar de seu avô não – ele apodreceu nas prisões de Castro por quase duas décadas porque se recusou a jogar bola com os vermelhos. Então ele morreu. Ora, temos que quebrar alguns ovos para criar um paraíso onde alguém paga pela sua faculdade, certo? Apenas lembre-se de que você é o ovo.

Essa coisa de tudo de graça é uma grande parte do que hoje é o “Socialismo Democrático” – fazer com que o governo de esquerda envie pessoas com armas para pegar as coisas que você trabalhou para conquistar e dar para as pessoas que gostam de socialismo.

Faculdade grátis? Bem, grátis para as pessoas que votam nos socialistas democráticos. Assistência médica gratuita? Bem, gratuita para as pessoas que votam nos socialistas democráticos. Grátis o que eles decidem que querem de graça? Bem, grátis para … você entendeu.

Três palpites sobre quem fica preso com a conta para todas essas coisas grátis, porque alguém sempre fica preso com a conta porque não existe coisa grátis. Todas aquelas mamães dos millennials que liam seus livros, aquele insuportavelmente estúpido livro infantil The Giving Tree, implantaram as noções duplas de direitos e analfabetismo econômico em sua prole inútil. A promessa do socialismo é que outra pessoa fará o trabalho – e que esse alguém é sempre o povo que rejeita o socialismo.

Você adivinhou certo! São os americanos normais, mais uma vez, os cavalos de tração da América, que deverão carregar seu próprio peso, bem como o peso de todos os “bacanas” no Brooklyn e “Frisco”. Mas como meu próximo livro Militant Normals: Como os americanos regulares estão se rebelando contra a elite para recuperar nossa democracia demonstra em detalhes cruéis e hilariantes, os normais estão cansados de esnobes que os desrespeitam e os desprezam enquanto simultaneamente esperam que eles mantenham, alimentem e defendam este país por conta própria.

As líderes de torcida socialistas não querem ser normais. Normalidade requer trabalho. Elas querem fazer parte de uma elite que vai administrar as coisas de seus enclaves costeiros urbanos progressistas, e no socialismo há sempre muita coisa acontecendo. Mas eles sempre assumem que, uma vez que a revolução venha, eles serão os que dirigem as coisas, revestidos de autoridade governamental e tomando todas as decisões econômicas que os indivíduos e suas empresas tomam hoje. Nenhum deles imagina que serão os que ficarão com os trabalhos sujos – eles sonham em ser comissários, não lixeiros.

O “guerreiro da justiça social” é um treinamento perfeito para a engrenagem aspirante na máquina de opressão totalitária – o campus de policiamento para pensamentos proibidos ensina-lhes as habilidades que podem colocar em ação no policiamento da sociedade por pensamentos proibidos. Escrevi sobre o que esses aspirantes a bolcheviques farão se não forem interrompidos em meus romances People’s Republic e Indian Country, que descrevem o mundo de pesadelo que eles buscam criar e a resposta adequada à tirania pelos patriotas americanos.

Spoiler: todos os cidadãos americanos normais devem aproveitar seus direitos de Primeira e Segunda Emenda para agir e evitar a tirania de esquerda – pelo menos, até que uma maioria de juízes de esquerda decida que os direitos de liberdade de expressão, liberdade de imprensa e ter e portar armas não existem só porque eles estão lá no texto, mas o direito de forçar os outros a dar-lhe coisas grátis existe por que eles querem.

Agora, os socialistas democráticos sempre negarão que entrar no caminho da tirania levará à tirania, e eles sempre lhe dirão que o verdadeiro socialismo nunca foi alcançado. Basicamente, o argumento deles é que devemos jogar fora a ideologia que trouxe ao mundo o país mais livre e próspero da história humana e, em vez disso, dar mais uma oportunidade a uma ideologia que fracassou toda vez que foi tentada porque estão cansados de pagar pelas coisas que querem.

Este não é um argumento convincente para os normais, que têm experiência de vida suficiente para perceber que as coisas que falham a cada vez que são tentadas certamente falharão novamente.

O registro perfeito de fracasso, miséria e massacre do socialismo é meio que um problema para eles, então eles distraem, jogando um jogo de concha ideológico afirmando que o que eles realmente querem não é socialismo. Ora, eles só querem ser mais parecidos com o Canadá! Isso, naturalmente, levanta a questão de por que eles se chamam de “socialistas” se não querem o socialismo. Mas os normais acordaram; eles preferem sua liberdade e papel higiênico abundante. Eles sabem que a moda socialista atual é uma mentira, porque o socialismo é construído sobre mentiras. Os socialistas democráticos continuam prometendo a Dinamarca e a Noruega, mas sempre entregam Cuba e Venezuela.

* Artigo originalmente publicado no TownHall, em tradução livre.

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Sobre / 

Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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