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Após mais de meio século de regime ditatorial opressor, de milhares de vidas ceifadas no paredão, outras tantas milhares perdidas na tentativa desesperada de fuga e travessia até a Flórida, e não sei quantos presos políticos cujo “crime” fora apenas discordar dessa maravilhosa revolução, eis que Cuba se transformou apenas numa espécie de “zoológico humano” da esquerda caviar.

Uma reportagem da Folha mostra brasileiros da classe média ou alta visitando a ilha caribenha antes que ela se “americanize”, ou seja, esses turistas desejam ter um gostinho de presenciar um museu ao vivo em forma de nação, um país parado no tempo, sem McDonald’s ou Starbucks (que horror!), sem o “consumismo burguês”, sem carros modernos. Ou seja, vão lá para ver miséria.

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“É sensacional não ver McDonald’s, Starbucks ou outras redes americanas. É quase como um país que ficou congelado no tempo”, afirmou a professora de história Carla Regina Boratto, 32, de Belo Horizonte, que passou as duas primeiras semanas do ano em Havana e Varadero, balneário muito procurado por estrangeiros, a 130 km da capital. Só não é “sensacional” para o pobre povo cubano, não é mesmo?

Isso mais parece aquelas excursões que sobem as nossas favelas repletas de gringos em carros abertos de savana. Mas não é para ver leões comendo veados ou animais exóticos na natureza selvagem, e sim pessoas. Os turistas têm curiosidade de saber como vivem os brasileiros pobres (ou de classe média, pela ótica do governo e do Mr. M.).

Cuba se transformou apenas nisso: uma grande favela carioca, um país miserável que irá atrair turistas curiosos com seus desejados dólares, produto altamente escasso por lá. Os turistas podem se divertir com o “museu”, com o tempo congelado, com a pobreza, e se for do perfil do cliente pode encontrar farta prostituição a preço de banana, inclusive infantil. Sim, o país socialista em que “nenhuma criança dorme na rua” tem muitas crianças alugando o corpo para sexo em troca de comida. Parabéns, Fidel!

PS: O Porta dos Fundos acerta de vez em quando, mesmo com autores que são da esquerda caviar. Uma esquete deles tratou justamente dessa curiosidade mórbida e insensível dos ricos pela vida dos pobres e favelados. Ironicamente, o escritor e ator é Gregorio Duvivier, ícone dessa esquerda caviar satirizada (sem querer) no programa:

httpv://youtu.be/8NlLQp2xmZ8

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Rodrigo Constantino