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Nesta terça circulou pelas redes sociais um boato de que o ministro Barroso, numa live, teria dito que Bolsonaro só seria reeleito por cima do seu cadáver. Assim que recebi essa "informação", meu desconfiômetro disparou. Não é possível, nem para alguém como Barroso, que algo tão explícito tenha sido dito dessa maneira.

O ministro se pronunciou mais tarde, repudiando mais essa Fake News. Não vi o vídeo na íntegra de sua fala em francês, mas acredito que seja falsa tal fala atribuída ao pavão supremo. Nem Barroso colocaria o que sente de forma tão direta e escancarada, pois seria burrice demais. E Barroso é muitas coisas, mas não parece burro.

Esse tipo de coisa alimenta quem quer impor censura nas redes sociais em nome do combate à desinformação, como nesse projeto de lei relatado pelo comunista Orlando Silva e que será votado em caráter de urgência - não se sabe bem o motivo. O projeto é péssimo, garante controle exagerado ao estado, poder arbitrário, censura mesmo. E fica faltando sempre a questão-chave: quem vai definir a verdade?

Barroso nega que tenha dito aquilo, e dessa vez acredito, mas eis o ponto central: se non è vero, è ben trovato. A mentira é crível porque o ministro age como um militante, fala demais, e quem fala demais dá bom dia até para cavalo eventualmente. Nossos ministros supremos participam de muitas lives, sempre com esquerdistas, concedem muitas entrevistas, dão declarações extremamente políticas ou mesmo partidárias, em vez de se manifestar apenas pelos autos dos processos, como deveria ser.

Quem acha o terrorista confesso Cesare Battisti uma pessoa inocente e o condenado por estupro João de Deus alguém com poder transcendente não é um bastião da verdade. Vamos recordar o que Barroso já disse - de fato - sobre Bolsonaro? Talvez isso ajude a explicar a crença de muitos na suposta fala do ministro.

O então presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Luís Roberto Barroso, afirmou que "faltam adjetivos para qualificar" a atitude do presidente Jair Bolsonaro (PL) de ter "vazado" um inquérito com dados sigilosos da Justiça Eleitoral, em agosto do ano passado. O inquérito não era sigiloso, vale lembrar, e Barroso atirou no mensageiro em vez de lidar com a mensagem incômoda, especialmente para quem garante que nosso sistema é inviolável e um dos melhores do mundo - isso sim, uma Fake News.

Em sua última sessão como presidente do TSE, Barroso fez um discurso de despedida em defesa do sistema eleitoral e com ataques ao presidente Jair Bolsonaro (PL), com quem tem relações tensas desde o ano passado. O ministro declarou que os ataques à credibilidade das urnas no Brasil são uma "repetição mambembe" do que ocorreu nos Estados Unidos, quando o ex-presidente Donald Trump tentou desacreditar o resultado eleitoral.

Barroso também já fez uma publicação nas redes sociais se contrapondo às falas de Bolsonaro sobre 1964. Enquanto Bolsonaro, através de Braga Netto, do Ministério da Defesa, disse que a iniciativa dos militares “resultou no fortalecimento da democracia”, Barroso falou sobre as censuras e perseguições: “Você sabia que durante a ditadura TODAS as músicas, TODOS os filmes e TODAS as novelas tinham que ser previamente submetidos ao Departamento de Censura? Você sabia que os jornais tinham censores nas redações decidindo o que podia ser publicado? Essa é a história”.

Isso é apenas a ponta do iceberg, a cereja do bolo. Barroso é um ministro ativista, que pretende "empurrar a história" na direção do que considera progresso, alguém que se considera ungido e imbuído de uma razão infalível. Já demonstrou diversas vezes seu alinhamento à visão "progressista" de mundo, e deixou clara a sua oposição explícita ao atual governo de direita. Barroso age como um opositor de Bolsonaro, não como um juiz de uma corte suprema, como guardião da Constituição.

É apenas por isso que a mentira pegou. Mas em vez de olhar para onde escorregamos, os esquerdistas preferem olhar para onde caímos, e apresentar como solução a censura estatal com a criação de uma espécie de Ministério da Verdade. É simplesmente assustador...

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