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Censura lulista
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O ex-presidente Lula retornou rápido ao seu natural, pois, como sabia Sêneca, ninguém pode usar uma máscara por muito tempo: o fingimento retorna rápido à sua própria natureza. O figurino de moderado durou pouco, e Lula voltou a falar em controlar a mídia, regular os meios de comunicação e até a internet. O petista faz clara ameaça, e nem velada ela é, apesar do eufemismo utilizado. Lula lamenta o serviço não terminado durante seu governo, quando tentou dominar a imprensa.

Sua essência é de escorpião, e é preciso ser um sapo muito ingênuo para ser persuadido a levá-lo nas costas para atravessar o rio. O ex-presidente até cita o caso venezuelano, para ilustrar o que acontece quando se deixa a imprensa livre: seu companheiro Chávez foi “massacrado”. Ou seja, é preciso colocar o cabresto nos jornalistas para impedir esse tipo de “ataque”. Onde já se viu expor as podridões de um governo socialista, voltado para o social?!

Quando presidente, Lula bem que tentou, com seu guerrilheiro Franklin Martins disposto a criar um Conselho Nacional de Jornalismo para filtrar quem pode ou não exercer a profissão. Isso não foi adiante, mas a blogosfera bancada com recursos públicos sim, além da tentativa de expulsar Larry Rother, o correspondente do NYT que ousou mencionar seus hábitos etílicos, ou seja, seu gosto por uma cachaça. É o DNA autoritário típico da extrema esquerda.

O curioso da fala de Lula é que boa parte dos alvos reagiu com enorme timidez. Os principais veículos de comunicação soltaram notinhas isoladas, a coisa não é recebida como o que de fato é: uma ameaça escancarada, um aviso sincero: vem censura aí. Não obstante, os jornalistas fazem cara de paisagem, mudam de assunto, voltam a atacar Bolsonaro, ele sim, uma grande ameaça ao jornalismo, segundo sua ótica turva.

Bolsonaro, chamado de nazista e genocida pela mídia, e com colunistas desejando abertamente a sua morte, no máximo dá umas respostas atravessadas quando provocado pela militância disfarçada de jornalismo. Não há comparação entre isso e a postura de Lula, mirando no exemplo venezuelano, avisando abertamente que vai controlar a imprensa e as redes sociais. Mas é em nome do bem, diz ele! E nesse aspecto é indistinguível do ministro Barroso, à exceção da forma: o iluminado do STF diz a mesma coisa, só que com fala mansa e um refinamento de alguém ungido que sabe como nos levar rumo ao progresso.

O que a esquerda, raivosa ou sofisticada, não tolera mesmo é a liberdade de expressão. Afinal, vai que indivíduos, usando esta prerrogativa, resolvam expor as incoerências desses abnegados que precisam concentrar todo o poder para realizar seu nobre projeto progressista, que o povo, esse chato ignorante, insiste em não vislumbrar como uma linda utopia redentora!

Originalmente publicado pelo ND+

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