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O troço me pegou. Já era tempo. Tive contato com várias pessoas que pegaram o covid, desde o começo, naquela comitiva do presidente Bolsonaro em viagem a Miami. Aglomero com frequência. Não uso máscara há meses, desde que deixou de ser obrigatório na Flórida. Vou até a show de rock. Testo pouco, pois não sou paranoico. Dessa vez o maldito vírus chinês me pegou.

Fiquei chumbado, com uma voz metálica de Gregor Samsa, corpo mole e calafrios. Alguma febre, mas nada demais. Um dia de cama. No dia seguinte, já me sentia um pouco melhor, e hoje, o terceiro dia, já consigo até escrever. Tomei duas doses da Pfizer. Os crentes sempre podem alegar que sem elas seria ainda pior, mas uma vacina que não evita isso?!

O crente dogmático vai dizer o quê?! É previsível. Você tomou as vacinas como recomendaram, garantindo que estaria totalmente seguro, e mesmo assim ficou arriado de cama? Ora, faltou o booster! Se não tivesse tomado seria ainda pior! Variante nova, que escapa! São “argumentos” contrafactuais, impossível de rebater. Parece mais fé do que ciência.

Mas alguém que vem mantendo a mente aberta e, acima de tudo, a desconfiança e fazendo perguntas desde o começo, como tenho feito, acaba sendo chamado de "negacionista" ou de "gado" por um sujeito patético desses:

A verdade é que tudo é muito ridículo nessa pandemia, pela excessiva politização. Autoridades têm decretado medidas extremamente autoritárias que elas mesmas não seguem, como já vimos com prefeito do Rio, governador de São Paulo, governador da California e tantos outros. O mais recente a ser pego no flagra foi Boris Johnson, que teve de "pedir desculpas":

São todos hipócritas, pois vivem de pura aparência, de sinalização de suposta virtude. Querem controlar a vida dos outros, mas não querem viver dentro das mesmas restrições, até porque sabem, no fundo, que não resolvem nada. Tentaram lockdown, uso obrigatório de máscaras, vacinas experimentais, e os surtos continuaram.

Quando chegou a Ômicron, com transmissibilidade bem maior e agressividade menor, insistiram na mesma receita, focando no número de casos, o que não faz qualquer sentido. Alertei que todos pegaríamos o troço. Do que adiantava cancelar eventos e voos? Alguém achou mesmo que era possível impedir a circulação do vírus? E isso é ciência?!

Aliás, é mais do que ciência: é ciência exata!!! Se reduzir o público em apenas 29%, o vírus continua pegando geral. Tem que reduzir em 30%, que aí tudo ficará bem...


Os mesmos que tentaram monopolizar a fala em nome da ciência publicam "previsões" de astrólogos e médiuns. Eles também não entendem por que o tenista Djokovic virou um herói da resistência. É o caso de Guga Chacra, que comentou: "Ser antivax agora virou sinônimo de super herói para alguns. A pessoa faz o que quiser. Problema dela e arque com as consequências. Mas heroísmo é outra coisa. Heroísmo é ver médicos e enfermeiras que se sacrificam p/ tratar de infectados em hospitais ao redor do mundo".

Eis o ponto: a pessoa não pode fazer o que quiser! Para quem considera Djoko um herói, não tem nada a ver com ser antivax, e sim por ele resistir a um sistema opressor e autoritário em nome da ciência, que pretende obrigar todos a tomar vacinas específicas experimentais que, como sabemos, não impede contaminação, nem mesmo hospitalização em alguns casos.

E vale um aviso para os tarados por vacinas experimentais: os reguladores da União Europeia alertam que injeções frequentes de doses de reforço para Covid-19 podem afetar adversamente o sistema imunológico e podem não ser viáveis. Tem gente querendo tomar já quarta ou quinta dose de reforço, tudo em nome da ciência, amém!

Como eu saio dessa minha experiência? Da mesma forma que entrei: analisando com frieza os dados, ciente, portanto, de que alguém na minha faixa etária e sem comorbidades tem risco muito baixo nessa pandemia, e que as vacinas podem até ter ajudado, mas não resolvem mesmo o problema, que talvez seja solucionado pela natureza evolutiva do vírus, com a variante Ômicron. Sem paranoia, sem querer transformar meu filho em cobaia (ele está ótimo, convivendo comigo e sem vacina), pois entendo que ele tem menos risco ainda, e desconfiando da urgência com que alguns querem sair vacinando até bebês.

Não fui correndo tomar remédios polêmicos, nem mesmo fiz o teste nos primeiros dois dias. Repouso, muita água, algumas vitaminas básicas e acompanhando oxigenação, mas com a tranquilidade de que, na imensa maioria dos casos, em alguns dias o pior fica para trás. Assim que me senti um pouco melhor, fui ver a entrevista com o Dr. Zeballos no Direto ao Ponto, e acho que ele disse o que precisa ser dito sobre essa pandemia.

Se ao menos os "homens da ciência" tivessem o mesmo bom senso, quanta histeria, pânico e autoritarismo não poderiam ter sido evitados?!


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