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A última pesquisa da Nexus/BTG Pactual (Registro no TSE BR-06645/2026, contratada pelo Banco BTG Pactual, com 2.017 entrevistados pelo instituto Nexus entre os dias 12 e 14 de junho de 2026, nível de confiança de 95% e margem de erro de 2 pontos percentuais), divulgada nesta segunda-feira (15), coloca Lula liderando no primeiro turno com 9 pontos percentuais de vantagem para Flávio Bolsonaro (PL). Na simulação de segundo turno entre os dois, o petista ainda venceria a disputa direta.
Nas outras simulações de segundo turno, o petista também venceria Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão). A polarização está clara entre petistas e antipetistas, mas parece que nenhum nome mais à direita tem sido convincente, nem mesmo o de Flávio, com o sobrenome Bolsonaro como principal trunfo.
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O presidente eleito este ano poderá indicar um quinto dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), além de vários para tribunais superiores. Além da questão mais iminente de recuperar a economia, rumo ao abismo, há, portanto, um foco de longo prazo: o Brasil talvez não aguente mais quatro anos de PT, com um grau de aparelhamento completo das instituições. A prioridade deve ser derrotar o Lula. A dúvida é: como?
O caso Banco Master machucou a pré-candidatura de Flávio, fato inegável que mesmo seu coordenador de campanha, o senador Rogerio Marinho, admitiu em entrevista recente ao Globo. Se o senador tivesse sido mais transparente desde o começo, talvez não houvesse um custo tão alto. Mas da forma que tudo veio a público, e com a reação dos bolsonaristas, o efeito negativo é evidente.
Se Jair Bolsonaro fosse o candidato, ou pudesse ao menos comandar a campanha do seu filho, tudo seria diferente. Mas ele está preso e calado, pois esse era o intuito do sistema. E seus filhos não possuem o mesmo carisma, o mesmo capital político e a mesma desenvoltura para articulações partidárias. O risco que o Brasil corre, como resultado disso, é enorme
Não importa se isso é injusto ou falsa equivalência; importa a percepção. E, sendo assim, a direita perde sua principal bandeira contra o lulismo: a bandeira da ética. Uma campanha contra o lulismo que não pode usar o caso Daniel Vorcaro como munição, por exemplo, larga em desvantagem. Uma propaganda antissistema que sequer pode bater de frente com Alexandre de Moraes soa falsa. É um problema real para a candidatura de Flávio.
Além disso, seus irmãos Carlos e Eduardo passam o dia implodindo pontes. Eduardo chegou a defender que o PL rompa qualquer aliança com o Partido Novo, por conta das críticas feitas por Romeu Zema. Eduardo também defendeu Júlia Zanatta como vice, uma escolha que fica totalmente limitada à bolha bolsonarista. Zanatta imediatamente embarcou na campanha de Eduardo para se afastar do Novo. Será que Jair Bolsonaro concordaria?
Bolsonaro é mais capaz de engolir sapos e tem mais pragmatismo, mas está ostracizado pelo sistema, incapaz de articular politicamente e comandar a campanha do filho. Já chegou, por carta, a pedir que a direita parasse com ataques mútuos e que deixassem sua esposa em paz, mas em vão: a ala “bolsonarista” mais fanática ignora cada pedido e insiste em ataques constantes contra “traidores”. Essa turma passa o dia detonando Nikolas Ferreira, Michelle Bolsonaro, Rogério Marinho e tantos outros. Ajuda a atrair algum voto?
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Fazer uma análise realista da situação é fundamental para evitar falsas ilusões. Há bolsonaristas que ainda falam em vitória no primeiro turno, ignorando completamente a realidade. Podemos, aqui, traçar um paralelo com a Copa do Mundo e a estreia sofrível da nossa seleção. Eu torço para o Brasil, mas, infelizmente, eu não acho que vamos levar essa Copa. Isso é uma análise imparcial e independente, não uma torcida. E minha torcida, aliás, não tem o poder de mudar o resultado. Não sou o técnico, muito menos um jogador em campo. Minha previsão realista tampouco me transforma em traidor.
Mas os nervos estão à flor da pele, as redes sociais foram dominadas por gente agressiva, e poucos querem escutar a verdade. Preferem xingar os outros, principalmente quem “toca a real”. Se Jair Bolsonaro fosse o candidato, ou pudesse ao menos comandar a campanha do seu filho, tudo seria diferente. Mas ele está preso e calado, pois esse era o intuito do sistema. E seus filhos não possuem o mesmo carisma, o mesmo capital político e a mesma desenvoltura para articulações partidárias. O risco que o Brasil corre, como resultado disso, é enorme. Há muita coisa em jogo, e a direita não tem se mostrado capaz de apresentar uma alternativa realmente competitiva.
Conteúdo editado por: Jocelaine Santos








