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O presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Vinícius Marques de Carvalho, omitiu em ao menos quatro currículos oficiais ter trabalhado para o deputado estadual Simão Pedro (PT), responsável por representações que apontaram suspeitas de formação de cartel, superfaturamento e pagamento de propina envolvendo contratos da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

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Documento da Assembleia Legislativa paulista (Alesp) registra a passagem de Carvalho pela chefia de gabinete de Simão Pedro entre 19 de março de 2003 e 29 de janeiro de 2004. O vínculo não consta de nenhum currículo oficial apresentado por ele desde 2008, quando passou a ocupar cargos no Cade. A omissão ocorreu, inclusive, quando ele viabilizou sua indicação à presidência do Cade pelo Senado em 2012. “Foi provavelmente um lapso”, disse Carvalho.

Um lapso? Sério? Essa gente perdeu a noção do ridículo ou está segura de que todos os demais é que perderam a capacidade de pensar? É muita cara de pau, viu! À época das denúncias, circularam textos afirmando que o presidente do Cade seria sobrinho de Gilberto Carvalho, o Gilbertinho. Não consegui comprovar a informação.

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Mas eis que agora tudo fica muito mais claro, cristalino até. O presidente do Cade, que foi bastante seletivo nos contratos suspeitos da Siemens que foram vazados a conta gotas e expostos na imprensa – o “trensalão” focava apenas no governo de São Paulo, da oposição – trabalhou para ninguém menos do que o deputado petista responsável pelas denúncias!

O PT é um escândalo mesmo. A mentira é seu método constante. Vale tudo em nome da causa. E sabemos que a obsessão pelo governo paulista é um dos itens mais importantes da “causa” no momento. A causa, vale notar, é apenas se perpetuar no poder.

Como concluiu Reinaldo Azevedo: “Cai a máscara de isenção do Cade e resta, para não variar, a carranca do petismo”. Essa corja aparelhou toda a máquina estatal. Não vai ser nada fácil limpar o estado do petismo. Coisa para anos de trabalho. Melhor começar logo, não é mesmo? Mais precisamente em 2014.