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O historiador e militante comunista Jones Manoel defendeu o incentivo do “ódio de classe” entre trabalhadores contra seus patrões e os representantes da “burguesia brasileira”, como ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e presidentes da Câmara e do Congresso.

“Uma das tarefas fundamentais da gente é estimular o ódio de classe. Tem que acordar todo dia querendo esfolar o patrão”, disse durante uma palestra no Sindicato da Construção Civil de Fortaleza em 18 de setembro. “Tem que acordar todo dia querendo pegar pelos cabelos cada um daqueles ministros do STF –se puxar pelo Fux sai a peruca–, o presidente da Câmara dos Deputados, presidente do Congresso, tem que odiar, tem que xingar. Tem que ver uma foto e ter raiva, ter vontade de cuspir, tem que odiar a burguesia brasileira, e seus representantes”, declarou.

O vídeo circulou bastante pelas redes sociais, mas não por conta da mobilização dos comunistas, já que esses contam com a simpatia de artistas como Caetano e da militância da imprensa, mas zero de engajamento. O vídeo circulou por iniciativa de bolsonaristas, para mostrar o duplo padrão vigente em nosso país.

Não custa lembrar que temos um deputado federal preso por gravar um vídeo desejando agredir um dos ministros supremos. Ele tem imunidade parlamentar, não pode ser preso por dar sua opinião, por mais radical que seja. Não obstante, está preso há meses, mesmo após pagar fiança. E para essa prisão ilegal, o STF inovou criando o flagrante perpétuo.

O que fica claro para todos é que o combate ao discurso de ódio e às Fake News nunca passou de um engodo, de um pretexto para se criar regras subjetivas e elásticas que, na prática, permitem a perseguição da direita. Quem se considera de esquerda pode tudo, tem um salvo-conduto para destilar ódio, desejar a morte do presidente, fazer ameaças veladas ou até escancaradas.

O "ódio do bem" é fofo, pois é "libertador", é "rebelde", representa uma luta pela "justiça social". Criou-se um mecanismo em que um lado pode tudo, e o outro não pode nada. Aos companheiros comunistas, tudo; aos inimigos conservadores, o arbítrio de homens acima das leis.

Um ano atrás, o "historiador" causou reação ao afirmar que Stalin, o maior carniceiro da história, não era Lúcifer reencarnado, mas sim um injustiçado pelos historiadores. Alguém pode apenas imaginar o que uma declaração similar de algum "direitista" em relação a Hitler causaria.

O recado está evidente: se você se assumir um comunista, pode defender abertamente os maiores monstros da humanidade e pregar violência contra ministros do STF que artistas como Caetano vão te paparicar na imprensa; mas se você se disser um conservador, então o menor descuido num desabafo legítimo pode significar sua prisão, independentemente de você ter ou não imunidade parlamentar.

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