Por Roberto Rachewsky, publicado pelo Instituto Liberal
Ao empreender você não tem a missão de proporcionar felicidade aos outros, mas felicidade a si mesmo.
O que justifica fundamentalmente a abertura de qualquer negócio não é o número de empregos, o número de clientes satisfeitos, o volume de impostos pagos.
O que justifica fundamentalmente a abertura de qualquer negócio é a necessidade do empreendedor de criar, produzir, manter e dispor dos valores que ele entende serem indispensáveis para a sua própria felicidade.
A felicidade alheia é mera consequência da busca da própria felicidade para quem quer valorizar a sua vida em um ambiente onde há respeito à liberdade e à propriedade de todos.
Empreender não é um dever utilitarista, é um direito inalienável, a única maneira moralmente justificável para um ser humano fazer dinheiro para sustentar a sua vida e aproveitar a própria existência.
Quando eu falo em empreender eu falo em correr riscos para criar valor e dele usufruir de alguma maneira, é gerar riqueza sem usar de coerção. É um empreendimento alguém fazer dinheiro inventando o computador que levou o homem à lua ou o gari que nesta manhã varreu a minha rua.
A felicidade alheia não é um fim, é apenas um meio pelo qual o empreendedor busca manter a própria vida, sem a qual falar em liberdade, propriedade e felicidade, em qualquer circunstância, é impossível.
O direito à liberdade é corolário do direito à vida, isto é, sem liberdade para agir e criar os valores necessários para se manter, a vida é impossível de ser mantida.
O direito à propriedade é corolário do direito à vida também; sem a possibilidade de se usufruir daquilo que criamos no exercício da liberdade, nem a liberdade nem a vida podem ser mantidas.
O direito à busca da felicidade é corolário do direito à vida como os demais, porque não nascemos para sermos infelizes por imposição dos outros. A liberdade de criar e de usufruir da nossa criação faz parte do processo de busca da felicidade.
É por isso que, sem direito à liberdade, à propriedade e à busca da felicidade, viver se torna um dever e a infelicidade uma obrigação – porque se, para sermos felizes, precisamos violar a lei, talvez estejamos mais felizes correndo risco de morrer lutando contra a tirania e a opressão.
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