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Origem do vírus: de impossível a provável assim, como quem não quer nada…
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Será que o vírus chinês foi criado em laboratório? "Impossível!", diziam quase todos na mídia. "Isso não passa de uma teoria da conspiração", acrescentavam com um risinho de deboche no rosto. Quem pode levar a sério o que diz Trump, não é mesmo? Acusar o Partido Comunista Chinês, que fez crianças matarem seus familiares na Revolução Cultural e gente comer partes do corpo de seus parentes, de algo tão sórdido assim só pode ser coisa de quem usa chapéu de alumínio, não?

E eis que agora o Joe Biden está exigindo mais investigações sobre a "tese conspiratória", e na imprensa o assunto não é mais tão tabu assim. Daniel Lopez, em coluna na Gazeta do Povo, mostra a reviravolta na narrativa e conclui preocupado: isso não parece ser algo aleatório. Para ele, a máquina de guerra americana pode ter algum interesse obscuro na guinada após a mudança no comando da nação:

Durante o ano de 2020, o tema sobre a origem do famigerado vírus foi transformado numa espécie de Caixa de Pandora, um tópico proibido, um tabu. Qualquer referência ao assunto era automaticamente classificada como negacionismo, ignorância e, até mesmo, xenofobia, principalmente quando proferido por Trump ou pelo presidente brasileiro. No entanto, de uma hora para outra, o assunto tornou-se não apenas aceitável, tanto pela mídia quanto por cientistas, mas foi transformado em ordem do dia, a matéria mais importante do momento. Ganhou outra coloração quando trazido à tona por Joe Biden, que ordenou, inclusive, uma extensa investigação sobre as origens do agente infeccioso. Essa mudança não é ocasional nem aleatória. É bem provável que exista uma grande estratégia geopolítica por trás de tão drástica alteração de postura.

Já o biólogo Eli Vieira, em artigo publicado também na Gazeta do Povo, comenta a reviravolta no discurso sobre as origens do vírus sob enfoque diferente, prevendo que o tabu do tratamento precoce também deverá cair em breve. Ele aponta para o esforço da mídia em apagar silenciosamente os rastros deixados quando demonizavam quem ousasse questionar sobre a origem do vírus:

A mudança de tom sobre a plausibilidade de o SARS2, vírus causador da pandemia, ter se originado em laboratório foi uma das maiores reviravoltas na cobertura de opiniões de especialistas na imprensa nas últimas décadas. Ao ponto de a revista eletrônica Vox ter sido pega editando silenciosamente um artigo do ano passado para amenizar o tom de certeza que tinha dado para a origem natural do vírus — o jornal Washington Post fez a mesma coisa. O Facebook parou de censurar artigos que defendessem a origem laboratorial — mas continuará insistindo em não dar liberdade de expressão aos usuários, apesar do fiasco (de fato, mal escrevi as linhas acima, fui censurado lá por esse motivo). Até o governo Biden andou se movimentando para exigir uma investigação melhor das origens do vírus, já que a da OMS não serviu.

O que mais me interessa aqui, nesse texto, é expor uma vez mais o modus operandi de boa parte da imprensa. Não é de hoje que esse tema é quase uma obsessão para mim. Como alguém que busca a verdade e que odeia a hipocrisia, sempre me causou espanto a postura de muitos jornalistas, que no ideal seriam aquelas pessoas corajosas que até se arriscam para encontrar os fatos. Não é de hoje que essa ilusão foi para o espaço: o que vejo são militantes covardes, penas de aluguel, gente fazendo de tudo para mascarar a verdade de olho em seus interesses prosaicos.

Eu basicamente virei uma espécie de "Watch Dog" da mídia, desde dentro dela, por conta disso. Não consigo nutrir muito respeito por meus pares, com raras e honrosas exceções. E eis o motivo: não há qualquer sinalização sincera de arrependimento ou mea culpa quando suas narrativas se mostram insustentáveis. Todos podem errar, mas não é disso que se trata. É jamais assumir o erro, pois não é erro: é viés!

Tem método, como diria um deles. É só nossa imprensa que leva a sério, por exemplo, todos os economistas esquerdistas que defenderam sempre os planos mais fracassados, enquanto demonizavam as reformas que se mostraram acertadas. E na mídia que o fracasso é premiado, em vez de punido. Os que mais erram previsões são promovidos, desde que adotem discursos alinhados. É um clubinho fechado, uma patota arrogante e ignorante que se acha a salvadora da humanidade.

Existem jornalistas sérios e independentes, e eles merecem todo nosso reconhecimento. Até porque atuam em ambiente hostil. Mas, via de regra, eis o que temos: os mesmos que debochavam de quem levantava a possibilidade de o vírus chinês ter origem laboratorial, agora tratam com normalidade a hipótese, pois até Biden fez isso. Mas sem um pedido de desculpas! Sem uma demonstração de humildade! Seguem para a nova pauta do dia com a mesma postura arrogante, acusando novamente os demais de teóricos da conspiração. Depois reclamam dos "ataques" que recebem do público...

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