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Comentário no Jornal da Manhã de hoje:

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Uma reportagem do GLOBO deste domingo mostra como o Brasil 200, grupo formado por empresários sob a liderança de Flavio Rocha, da Riachuelo, vem se institucionalizando para tentar impactar as políticas nacionais. Criado inicialmente para lançar Rocha como candidato a presidente, agora o grupo se transforma em “think tank” com pegada mais ativa na politica, objetivando ter parlamentares ligados à sua pauta, que é liberal na economia e conservadora nos costumes.

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Em um movimento turbinado pela crise política que afeta os partidos, eles organizaram uma frente com adesão de 209 parlamentares no Congresso, falam em apresentar projetos em áreas como a tributária e até a segurança pública e eleger representantes nas eleições municipais de 2020. E, em 2022, até um candidato próprio ao Palácio do Planalto.

— Queremos ser um think tank (centro de estudos) de produção de política pública, com o diferencial de ter um braço político forte, ter uma atuação ativa em Brasília para que as nossas pautas avancem — afirmou Gabriel Kanner, que trocou a função no grupo Riachuelo, que é de sua família, para presidir o Instituto Brasil 200.

A iniciativa merece ser celebrada. Os empresários do Brasil passaram tempo demais ou afastados da política, ou buscando apenas influancia-la por meio de doações para partidos tradicionais, sem qualquer elo ideoógico. Já vimos empresários considerados liberais dando dinheiro para comunistas!

Por trás disso está um modelo de estado inchado, com poder demais concentrado em burocratas, o que estimula o rent seeking, ou seja, a tentativa de caputar esse aparato para interesses particulares, como subsídios, protecionismo comercial etc.

A meta deve ser justamente desmontar esse sistema de capitalismo de estado, e isso só será possível quando vários empresários compreenderem que o liberalismo é o melhor caminho geral. Alguns podem perder privilégios aqui, outros algumas benesses ali, mas por essas mudanças teremos mais crescimento econômico, menor taxa de juros, mais crédito privado circulando, mais consumo. Todos saem ganhando no final do dia.

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Que o Brasil 200 consiga fazer a diferença, pois sua pauta é aquela de que o país precisa.

Rodrigo Constantino