
A cidade de Brusque, no Vale do Itajaí (SC), vive uma forte onda de verticalização com lançamentos imobiliários que somam R$ 450 milhões em Valor Geral de Vendas (VGV) até o fim de 2026. O avanço, impulsionado pelo crescimento populacional de quase 36 mil novos moradores em 12 anos, gera oportunidades econômicas, mas impõe desafios urgentes ao planejamento urbano e à infraestrutura local.
Quais são as características dos novos imóveis que chegam ao mercado de Brusque?
O mercado imobiliário da cidade foca agora em empreendimentos verticais, com uma carteira que soma cerca de 585 unidades. Embora existam opções de lofts, a grande maioria dos projetos é composta por apartamentos de duas suítes, voltados para o padrão médio com acabamentos superiores. O preço médio do metro quadrado gira em torno de R$ 9 mil, o que torna a cidade uma alternativa mais acessível para investidores em comparação aos valores elevados praticados no litoral catarinense. O público-alvo se divide entre investidores que buscam diversificar patrimônio e famílias em busca da primeira casa própria.
De que forma a geografia natural de Brusque influencia o planejamento urbano?
A natureza impõe limites claros ao crescimento de Brusque, já que a cidade é cortada pelo Rio Itajaí-Mirim e possui relevo com muitas encostas e vales. Isso exige um planejamento rigoroso sobre onde construir para evitar riscos de inundações, enxurradas e deslizamentos de terra. É fundamental integrar dados técnicos e ambientais para decidir quais áreas podem receber maior densidade populacional e quais devem ter a ocupação restrita. Além disso, o aumento da pavimentação gera a impermeabilização do solo, o que demanda investimentos prévios em sistemas de drenagem eficientes para suportar o volume de chuva.
Quais são os principais desafios para a mobilidade e os serviços públicos locais?
O aumento da oferta habitacional altera a rotina de deslocamentos, influenciando o trânsito entre casa, trabalho e serviços básicos. Não basta apenas construir moradias; é preciso entender como esses novos moradores usarão o transporte coletivo e as ruas dos bairros. O Plano Diretor revisado em 2024 é visto como um passo importante, mas urbanistas defendem que ele seja traduzido em ações práticas que unam mobilidade, saúde, educação e saneamento. Até o momento, a prefeitura não detalhou as medidas específicas que estão sendo tomadas para acompanhar esse ritmo acelerado de crescimento vertical.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.





