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Um estaleiro catarinense com mais de três décadas de atuação decidiu acelerar em um nicho dominado pelo alto padrão. Com fábrica em São José, o Grupo Armatti & Fishing vai investir R$ 10 milhões no lançamento de uma nova coleção de lanchas esportivas de luxo, a Assinnatta, e projeta aumentar em até 50% o próprio faturamento até o fim de 2027, chegando à marca de R$ 90 milhões anuais.
A coleção será lançada oficialmente em setembro e nasce como a nova linha topo de gama da Fishing Raptor, marca de alta performance do grupo. Serão, inicialmente, três modelos – de 44, 47 e 51 pés – posicionados em uma faixa de preço entre R$ 4 milhões e R$ 7 milhões, a depender da motorização e dos níveis de personalização definidos por cada comprador.
O investimento de R$ 10 milhões contempla desenvolvimento de projeto, engenharia, ferramental, novos processos produtivos e estrutura para suportar uma linha de embarcações mais complexa, com tecnologias tradicionalmente presentes em superiates maiores. A meta do grupo é que a nova aposta responda por uma fatia relevante do faturamento incremental previsto até 2027, tanto em vendas diretas quanto como alavanca de imagem para as demais linhas.

“Na categoria de 40 a 50 pés, o mercado já se habituou a observar os cascos brancos de fibra de vidro com interiores padronizados. A Assinnatta rompe esse teto estabelecendo um novo patamar de valor e entrega”, afirma o diretor-executivo do Grupo Armatti & Fishing, Fernando Assinato.
Segundo ele, o projeto foi tratado internamente como o lançamento de um supercarro de edição limitada: unidades vendidas na planta, clientes selecionados a dedo e uma narrativa centrada em um ativo cada vez mais valorizado por esse público: o tempo.
O grupo produz cerca de 50 embarcações por ano, somando as linhas Armatti Yachts e Fishing Raptor. A nova coleção representa um degrau acima em ticket médio e margem. Com modelos que podem ultrapassar os R$ 7 milhões quando totalmente personalizados, a expectativa é ampliar o faturamento sem necessariamente multiplicar o volume de unidades.
Na prática, cada embarcação vendida da nova coleção tem potencial de gerar uma receita individual várias vezes superior à de modelos menores, aproximando a operação da lógica dos bens de luxo: produção menor, alto valor agregado e maior rentabilidade por unidade entregue. A projeção de chegar a R$ 90 milhões em 2027 combina o efeito da Assinnatta com o aquecimento da demanda por embarcações premium no Brasil e em mercados externos atendidos pelo estaleiro.










