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Com o IGP-M em alta e a inflação pressionando o mercado financeiro, investidores têm buscado proteção patrimonial em imóveis compactos de alto padrão em Itajaí (SC), um dos metros quadrados mais caros do país. Com estúdios avaliados em torno de R$ 700 mil, no modelo de locação flexível (short stay), simulações apontam ganhos superiores a 20% ao ano, somando renda de aluguel e valorização patrimonial.
Segundo o diretor-executivo da Construtora CK, Charles Kan, um estúdio com diária média de R$ 300 e ocupação de cerca de 66% pode gerar algo próximo de R$ 72 mil brutos anuais, com cerca de R$ 46,2 mil líquidos após despesas, além de valorização estimada em 15% ao ano, o que leva o ganho total a aproximadamente R$ 151,2 mil no ano.
“O investidor qualificado geralmente não isola a renda do aluguel da valorização estrutural do bem. Em Itajaí, o retorno total da operação atinge patamares significativos, com a solidez do ativo físico diante das oscilações econômicas”, afirma.
A atratividade desse modelo é sustentada por um déficit de unidades para locação e pela combinação de um forte polo portuário e logístico com o turismo de alto padrão no litoral catarinense. Compactos premium em áreas como a Praia Brava têm locação tradicional a partir de R$ 4 mil e superam os R$ 6 mil por mês na curta temporada.
Kan classifica o mercado como “amadurecido” e alinhado aos novos perfis de moradia e trabalho, de executivos a estudantes e turistas. A construtora, especializada em empreendimentos de alto padrão, expandiu seu portfólio para compactos premium com os projetos Levels, na Praia Brava, e Versus, no bairro Fazenda, que juntos devem somar cerca de 600 unidades voltadas a um público diversificado.
Os estúdios, a partir de aproximadamente 33 metros quadrados, são integrados a áreas de coworking, minimercados, lavanderia compartilhada, academia, spa e outras facilidades de smart living.
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