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MP pede arquivamento de acusação de racismo contra Fabiana Bolsonaro por “blackface”

MP pede arquivamento de acusação de racismo contra Fabiana Bolsonaro por “blackface”
Deputada do PL era acusada de racismo por pintar o rosto e os braços de preto durante discurso na Alesp. (Foto: Rodrigo Costa/Alesp)

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O Ministério Público de São Paulo (MPSP) defendeu o arquivamento da representação criminal contra a deputada estadual Fabiana de Lima Barroso Souza (PL-SP), conhecida como Fabiana Bolsonaro. A parlamentar era acusada de suposto crime de racismo após realizar um ato de "blackface" ao discursar na tribuna da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

O procurador de Justiça Sérgio Turra Sobrane, conclui que as condutas relatadas são protegidas pela imunidade parlamentar e que não há elementos suficientes para evidenciar o dolo específico exigido pelo tipo penal. O parecer foi assinado em 23 de julho. 

A representação foi apresentada pelos deputados estaduais Mônica Seixas (PSOL) e Simão Pedro Chiovetti (PT). Na sessão do dia 18 de março, Fabiana subiu à tribuna e pintou o rosto e os braços de preto, argumentando que "o fato de uma pessoa se pintar de preto não a tornaria uma pessoa negra".

No mesmo pronunciamento, a parlamentar manifestou-se contra a nomeação da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. 

O MPSP apontou que as manifestações da deputada no plenário não evidenciaram “zombaria, menosprezo ou ridicularização de pessoas negras”. 

O documento enfatiza que a configuração do delito previsto na Lei de Racismo exige a demonstração inequívoca de dolo específico, ou seja, a intenção deliberada e consciente de discriminar, segregar ou promover preconceito de raça, etnia ou cor.

O MPSP também considerou que a manifestação da deputada estava protegida pela imunidade parlamentar material.

“É indisputável que as condutas atribuídas à representada, praticadas durante discurso proferido na tribuna da Assembleia Legislativa, estão relacionadas ao exercício das funções inerentes ao mandato parlamentar e aos temas integrantes de sua plataforma política, dentre as quais se destaca a defesa da mulher”, diz o parecer.

Após análise do Colegiado de Procuradores de Justiça, o relatório será enviado para o Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP), onde um relator sorteado decidirá sobre a homologação do arquivamento do caso.

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