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Para entender

Quem é alvo da operação sobre contratos de wi-fi e o filme de Bolsonaro?

Ação investiga atuação de ong ligada à produtora do filme sobre Bolsonaro em contrato com a prefeitura de São Paulo. (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

A Polícia Civil de São Paulo deflagrou nesta segunda-feira (1º) a Operação Wi-Fi Livre SP. A ação investiga fraudes em contratos de internet gratuita da prefeitura com o Instituto Conhecer Brasil, entidade ligada à produtora de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

O que motivou a Operação Wi-Fi Livre SP?

A investigação foca em suspeitas de irregularidades e superfaturamento em um contrato entre a prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil (ICB). O acordo previa a instalação de pontos de internet em áreas periféricas. O valor saltou de R$ 108 milhões para R$ 157,1 milhões, e a polícia suspeita que R$ 26 milhões foram pagos sem a entrega do serviço.

Qual é a relação entre o instituto investigado e Jair Bolsonaro?

O Instituto Conhecer Brasil é presidido por Karina Ferreira da Gama, que também é responsável pela Go UP Entertainment. Essa produtora está desenvolvendo um filme sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. Os investigadores apuram se parte do dinheiro público recebido pelo instituto foi ilegalmente desviado para financiar a produção cinematográfica.

Como o senador Flávio Bolsonaro reagiu à ação policial?

O senador negou qualquer relação entre a operação e o filme sobre seu pai. Flávio Bolsonaro afirmou que a busca por recursos para a obra ocorreu de forma estritamente privada. Ele confirmou ter mantido conversas com investidores, mas ressaltou que pedidos de financiamento foram feitos no setor privado e que a operação policial não tem ligação com o projeto cultural.

Por que a escolha da entidade pela prefeitura é questionada?

A Polícia Civil aponta que o instituto foi o único participante do processo de seleção em 2024 e não tinha experiência técnica em telecomunicações. O histórico da organização era voltado para feiras literárias e eventos religiosos, o que levantou suspeitas sobre um possível direcionamento para que ela vencesse o contrato de tecnologia da capital paulista.

O que diz a prefeitura de São Paulo sobre o caso?

A prefeitura nega irregularidades e afirma que colabora com as autoridades. Em nota, alegou que o programa funciona normalmente e que o chamamento público cumpriu as exigências legais antes mesmo da produção do filme ser anunciada. A gestão municipal defende que os valores pagos por ponto de internet são menores do que em propostas de anos anteriores.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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