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Na Paulista

São Paulo mobiliza 1,5 mil policiais para a 30ª Parada LGBT+

Câmara de SP aprova projeto que veta menores em eventos LGBTQIA+
Câmara de SP avança projeto que proíbe eventos LGBTQIA+ em vias públicas, barra participação de menores e impõe multas de até R$ 1 milhão. (Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil)

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São Paulo terá um esquema reforçado de segurança pública para a 30ª edição da Parada LGBT+, a ser realizada na Avenida Paulista no próximo domingo (7). Segundo informações da Secretaria de Estado da Segurança, a operação contará com mais de 1,5 mil policiais entre Polícia Militar e Polícia Civil, além de suporte tecnológico com drones, aeronaves e monitoramento em tempo real.

O grande contingente ressalta controvérsias sobre aplicação de dinheiro público na infraestrutura do evento.

O planejamento, coordenado pelo Comando de Policiamento de Área Metropolitano 1 (CPA/M-1), prevê a distribuição do efetivo em pontos estratégicos da região central e ao longo da Avenida Paulista. Gradis e torres de observação serão instalados no local para organizar o fluxo de pessoas e ampliar a segurança do público. O esquema entra em vigor nas primeiras horas do dia do evento.

A Polícia Militar contará com unidades especializadas de Cavalaria, Choque, Policiamento de Trânsito, Corpo de Bombeiros e Aviação. O monitoramento aéreo ficará a cargo do Programa Olho de Águia, que utiliza drones com transmissão de imagens em tempo real para o Centro de Operações da corporação.

Na Polícia Civil, as delegacias da capital terão plantões reforçados durante o evento. O Grupo Armado de Repressão a Roubos (Garra), do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope), atuará no entorno com foco na prevenção de crimes contra o patrimônio. O Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) também participará da operação.

Também haverá presença de policiais ligados à Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), que permaneceram de prontidão para registrar e atender ocorrências consideradas de discriminação e intolerância durante todo o evento.

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Patrocínio em queda

A 30ª edição da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo vive um momento de tensão financeira. Os recursos privados que sustentam o evento encolheram cerca de 60% em 2026, reduzindo consideravelmente o número de marcas patrocinadoras e o orçamento geral. O custeio direto do evento não é responsabilidade do poder público, segundo os organizadores, que alegam que quem banca a Parada são empresas privadas.

O Estado apoia com infraestrutura urbana. A Prefeitura de São Paulo e o Governo do Estado entram com a montagem de palcos, fornecimento de banheiros químicos, estrutura para trios elétricos, limpeza, segurança e gestão do trânsito. Os valores investidos nessa frente costumam ser contabilizados globalmente e, em edições anteriores, chegaram à casa dos milhões de reais, sem números precisos divulgados.

A Associação Comercial de São Paulo (ACSP), porém, alega ganhos econômicos. A entidade estima que a Parada vá movimentar centenas de milhões de reais na economia local. Nas últimas edições o evento movimentou de R$ 403 milhões e R$ 466 milhões em impacto direto.

No campo institucional, o Governo Federal marcou presença na edição de 2026 mesmo sem financiamento direto. Nos dias que antecederam o evento, lançou campanhas de visibilidade e defesa dos direitos LGBTQIA+ e participou ativamente de debates ligados à programação da Parada.

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