| Foto: Angelo Thunder Cortina/Flickr

Uma estratégia eficaz para eliminar as aranhas-marrons das residências é o uso de aspirador de pó. O biólogo Marcelo Vetorello, da Secretaria de Saúde de Curitiba, explica que o uso de inseticidas comuns, além de não matar as aranhas ao ser disperso no ar, pode provocar um incômodo no bicho fazendo com que ele saia de seu esconderijo. “O aspirador, por sua vez, mata a aranha, tira suas teias e seus ovos”, ressalta.

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Paraná registra uma média de 4,2 mil acidentes com aranha-marrom por ano

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O químico Francisco de Assis Marques, do Departamento de Química da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que conduz pesquisas sobre o uso de uma mistura de produtos naturais contra o aracnídeo, explica que apenas um tipo de pesticida sintético consegue, ao ser espalhado no ar, matar a aranha. É um produto forte cuja aplicação só deve ser feita por empresas de controle de pragas.

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“Mas o próprio poder público poderia tomar medidas de prevenção. Há um mapeamento dos bairros com maior incidência de acidentes. Os agentes de saúde poderiam passar nesses locais com aspiradores para eliminar esses focos. É preciso ter uma política pública de longo prazo”, afirma Marques.

Maioria dos casos de Curitiba são leves

O biólogo Marcelo Vetorello, do Centro de Epidemiologia da Secretaria da Saúde de Curitiba, explica que a grande preocupação com a aranha-marrom são as lesões graves que podem infeccionar. No entanto, ele diz que na capital do estado, por exemplo, a maior parte dos casos registrados nos últimos são foram leves. “Em 2014 foram 809 registros, desses 600 foram leves”, exemplifica.

Desde que ele atua na área, há 25 anos, a cidade registrou quatro óbitos por causa do avanço da gravidade picada da aranha marrom. O último em 1996. “Dois desses casos foram problemas renais e dois, complicações metabólicas. Possivelmente foram casos que demoraram para ser tratados. Hoje a realidade mudou”, salienta o biólogo.