
Ninguém quer ter como recordação do último verão uma micose. Mas, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), elas estão em terceiro lugar no ranking das causas mais frequentes de atendimentos dermatológicos no Brasil, atrás apenas dos transtornos de pigmentação (segundo lugar) e acne, líder dos atendimentos.
Os fungos causadores das micoses superficiais muito comuns na estação que começa no próximo dia 21 se proliferam em locais quentes e úmidos: vãos dos dedos dos pés, virilhas, couro cabeludo e unhas. Mas, evitando a umidade e com cuidados simples como enxugar o corpo de forma cuidadosa é possível evitar a doença.
"Para ter uma micose, além de entrar em contato com o fungo, é necessário que o organismo ofereça condições para que ele se instale e se adapte", explica o coordenador da área de dermatologia do Laboratório Fleury de análises químicas, Luiz Guilherme Martins Castro.
Com o problema já instalado, o tratamento demanda a utilização de produtos antifúngicos receitados por um dermatologista. Subestimar a doença pode piorar a situação: "A micose entre os dedos pode virar uma ferida que é uma porta aberta para a entrada de bactérias como a erisipela, causadora de infecções que afetam principalmente as pernas e precisam de mais atenção, com tratamento feito a base de antibióticos", alerta o coordenador do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias da SBD, Heitor de Sá Gonçalves.







