Segundo o jornalista David Ágape, novas revelações mostram que o TSE, com coordenação do ministro Alexandre de Moraes, criou em 2022 uma máquina de vigilância digital durante as eleições. Empresas privadas como a Palver monitoraram mais de 100 mil grupos de WhatsApp e Telegram, focando principalmente em termos ligados à direita e ao bolsonarismo, como “voto auditável” e “fraude nas urnas”. As informações eram enviadas em tempo real ao tribunal, sem transparência ou autorização judicial, e utilizadas em relatórios produzidos por ONGs e parceiros, com fins políticos.
O esquema envolveu ainda gabinetes paralelos, agentes infiltrados, quebras de sigilo e cruzamento de dados financeiros e de localização, configurando um Estado policial digital. A criação da AEED e do Ciedde institucionalizou o monitoramento, permitindo atuação com base em critérios subjetivos e sem controle externo, levantando graves preocupações sobre privacidade, liberdade de expressão e legalidade.
Rubio ganha força com Trump e pode ameaçar Moraes
O senador americano Marco Rubio recebeu um bilhete pessoal do presidente Donald Trump durante uma visita a Jerusalém, onde se reuniu com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu. O bilhete expressava apoio a Rubio e reforça seu status como aliado estratégico de Trump, com crescente protagonismo em política externa e segurança internacional. Recentemente, Rubio também foi designado para liderar negociações com o Brasil, incluindo questões comerciais e diplomáticas, um papel que aumenta seu alcance global.
Além disso, Rubio já teve impasses com o ministro brasileiro Alexandre de Moraes, principalmente relacionados a sanções e processos que envolvem interesses americanos no Brasil. Com o novo reforço de Trump, Rubio ganha força política e diplomática, podendo se tornar uma pedra no sapato de Moraes, influenciando decisões que envolvem o governo brasileiro e colocando pressão sobre o ministro em temas sensíveis.
Lula diz que rejeição da "MP da Taxação" prejudica os pobres
Após a Câmara rejeitar a “MP da Taxação” por 251 votos a 193, o presidente Lula intensificou o discurso de “ricos contra pobres”, acusando parlamentares de derrotarem o povo. A proposta previa arrecadação de cerca de R$ 17 bilhões (reduzida de R$ 3 bi em negociações) e abrangia taxação sobre fintechs e maiores rendas. Lula afirma que não desistirá da pauta e quer negociar diretamente com o sistema financeiro para retomar a tributação sobre os mais ricos.
Zanin reativa ação da desoneração
O ministro do STF, Cristiano Zanin, retomou uma ação da AGU que questiona a constitucionalidade da prorrogação da desoneração da folha de pagamento, aprovada pelo Congresso em 2023. O julgamento será feito em plenário virtual no dia 17 de outubro. A medida pode compensar a derrota do governo na Câmara, que retirou da pauta a MP do IOF, resultando em uma perda estimada de R$ 20 bilhões em arrecadação — valor semelhante ao custo da desoneração.
Dino garante silêncio de sindicalista ligado à irmão de Lula
O ministro Flávio Dino, indicado por Lula ao STF, autorizou que Milton Baptista de Souza Filho, presidente do Sindnapi — sindicato que tem como vice Frei Chico, irmão do presidente Lula —, permaneça em silêncio durante depoimento à CPMI do INSS. Milton é investigado por envolvimento em esquema de descontos indevidos em aposentadorias, que teria causado um prejuízo de R$ 6,3 bilhões. Apesar de convocado para explicar irregularidades, o habeas corpus lhe garante o privilégio do silêncio, considerado “direito constitucional”, mas interpretado por críticos como blindagem política de aliados do governo, enquanto o povo arca com os prejuízos.
A CPMI ainda possui documentos que indicam movimentações financeiras suspeitas, incluindo saques de quase R$ 8 milhões em espécie e movimentações de R$ 1,2 bilhão, reforçando a gravidade das acusações contra o sindicato.
O programa Sem Rodeios vai ao ar às 13h30, ao vivo, pelo canal do YouTube da Gazeta do Povo.
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