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Sem Rodeios

EUA libertam Ramagem e frustram planos de Lula

O ex-deputado Alexandre Ramagem foi solto pelas autoridades de imigração dos Estados Unidos após dois dias detido, e permanecerá no país enquanto aguarda a análise de um pedido de asilo político. O ex-deputado Eduardo Bolsonaro afirmou que Ramagem foi solto pelas autoridades dos Estados Unidos após breve detenção por agentes de imigração, destacando que o episódio não estaria relacionado ao pedido de extradição apresentado pelo Brasil. Segundo ele, a liberação reforça a tese de que não há, no momento, base para a entrega imediata do ex-parlamentar às autoridades brasileiras.

 O episódio, no entanto, expõe contradições em relação a informações iniciais atribuídas à Polícia Federal, que indicavam problemas migratórios como causa da prisão. A defesa e aliados afirmam que a situação migratória de Ramagem é regular devido a um pedido de asilo em análise, o que teria permitido sua permanência nos Estados Unidos.

A libertação de Ramagem é vista por parlamentares da oposição como um duro golpe na estratégia do governo Lula, que pretendia buscar a repatriação do ex-deputado condenado a 16 anos de prisão pelo STF por integrar a suposta cúpula do golpe.

Câmara aciona organismos internacionais contra STF

A Comissão de Relações Exteriores da Câmara aprovou uma moção para levar a organismos internacionais uma denúncia contra o Supremo Tribunal Federal, alegando possíveis violações a princípios do Estado de Direito. A iniciativa, apresentada pelo deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança, cita o caso de Alexandre Ramagem como exemplo de suposta perseguição política e questiona decisões da Corte, pedindo monitoramento internacional. O movimento ocorre em meio à escalada de tensão entre Congresso e Judiciário e inclui pedidos da oposição para revisão da condenação e articulações envolvendo o caso nos Estados Unidos.

Ex-presidente do BRB é preso sob suspeita de ter recebido propina do Master

A Polícia Federal prendeu Paulo Henrique Costa em mais uma fase da Operação Compliance Zero, que investiga irregularidades envolvendo negócios entre o banco público e o Banco Master. O ex-dirigente já estava afastado do cargo e é suspeito de ter facilitado operações consideradas sem lastro e em desacordo com práticas de governança, dentro de um esquema mais amplo de possíveis fraudes financeiras que vêm sendo apuradas desde 2025.

A nova etapa da operação reforça o avanço das investigações sobre o escândalo do Banco Master, apontado como uma das maiores crises do sistema financeiro recente, com suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e conexões políticas. A prisão de Costa amplia o alcance da apuração sobre agentes públicos e a relação entre instituições estatais e o banco investigado.

Segundo as investigações, Paulo Henrique Costa, teria recebido ao menos seis imóveis de alto padrão, avaliados entre R$ 140 milhões e R$ 146 milhões, como propina ligada a operações com o Banco Master. As investigações apontam que os bens teriam sido usados para viabilizar a compra de carteiras de crédito sem lastro, gerando prejuízos bilionários a um banco público e evidenciando um esquema que envolve lavagem de dinheiro, uso de estruturas financeiras complexas e possível conluio entre agentes públicos e privados.
O Sem Rodeios desta quinta-feira vai ao ar pelo canal do YouTube da Gazeta do Povo às 13h30. Não perca!

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