Novas mensagens da “Vaza Toga” mostram que integrantes do gabinete do ministro Alexandre de Moraes — então presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) — teriam articulado um plano para bloquear a rede social Gettr no Brasil em outubro de 2022.
O relatório interno teria sido solicitado pelo juiz Airton Vieira, assessor direto de Moraes no STF, ao então chefe da Unidade de Combate à Desinformação do TSE, Eduardo Tagliaferro, para providenciar a retirada da plataforma do ar.
A conversa entre os assessores sugere que se buscava replicar a estratégia usada no caso do Telegram: “Vamos ter que fazer igual o Telegram, derrubar geral. Aí eles mudam as coisas”. Tagliaferro comentou que “nela [no Gettr] tem muita gente se escondendo porque não há impunidade” e enviou um relatório justificando a medida, ao qual Airton reagiu positivamente e ironizou sobre representação no Brasil.
Além disso, Tagliaferro relatou informalmente que Moraes teria se manifestado favoravelmente à ideia: “ontem à noite, ele falou que bloqueia mesmo kkk”. Posteriormente, em 7 de outubro, o assessor informou que a própria Gettr comunicou ter recebido ordem do STF para bloqueio dos perfis da juíza Ludmila Lins Grillo e do jornalista Allan dos Santos, gerando risos irônicos no grupo.
Defesa reage a monitoramento 24h dentro da casa de Bolsonaro
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro criticou o pedido da Polícia Federal ao Supremo Tribunal Federal para que agentes permaneçam 24 horas dentro da residência onde ele cumpre prisão domiciliar. A PF justifica a medida com base em possíveis falhas no monitoramento da tornozeleira eletrônica, como problemas de sinal ou interferências, que poderiam comprometer o cumprimento da prisão preventiva. O senador Flávio Bolsonaro classificou a proposta como uma ‘humilhação desnecessária’.
Sem Rodeios recebe Silas Malafaia
O programa Sem Rodeios receberá o pastor Silas Malafaia. Conhecido por sua atuação política e presença nas redes sociais, ele é investigado pela Polícia Federal por suposta participação em crimes de coação no curso do processo, obstrução de investigação e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, relacionados aos atos de 8 de janeiro de 2023. Malafaia também enfrenta acusações de ameaçar ministros do Supremo Tribunal Federal e de articular com Jair e Eduardo Bolsonaro uma campanha para pressionar pela anistia de investigados pelos atos de 8 de janeiro, em troca da suspensão das tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Malafaia foi alvo de busca e apreensão determinada pelo STF, com seu celular apreendido pela Polícia Federal. Em suas declarações públicas, ele nega as acusações e afirma estar sendo alvo de perseguição política.
Senado aprova oitiva de Tagliaferro
A Comissão de Segurança Pública do Senado aprovou requerimento para ouvir, no dia 2 de setembro, o ex-chefe da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do TSE, Eduardo Tagliaferro, investigado por vazar informações sigilosas quando assessorava o ministro Alexandre de Moraes. A decisão se baseia em relatório que aponta abusos no STF e no TSE e coincide com o início do julgamento de Jair Bolsonaro no Supremo. Tagliaferro já foi indiciado pela PF no caso “Vaza Toga” e responde a acusações da PGR por violação de sigilo, obstrução de investigação e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
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