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No programa Última Análise desta quinta-feira (17), os convidados falaram a respeito das táticas do presidente Lula (PT) para fugir da crise do Supremo Tribunal Federal (STF) e assim tentar recuperar sua popularidade. Em nova benesse eleitoral, o petista reajustou o valor do Bolsa Família, enquanto se vê arrastado para um novo escândalo, envolvendo seu filho.
"É o desespero escancarado. Porque, se a proposta de reajuste do Bolsa Família foi colocada em pauta, alguém deve ter falado que isso o colocaria em posição de vulnerabilidade eleitoral. É um escárnio aumentar o valor, a menos de três semanas do pleito", diz o professor da FGV, Daniel Vargas.
A medida - que eleva a parcela mínima de R$ 600 para R$ 691 e o valor médio dos pagamentos de R$ 675 para R$ 777 - alcança 19,3 milhões de famílias. Com o reajuste válido já a partir de outubro, mês das eleições, o custo para os cofres públicos será de R$ 5,8 bilhões apenas em 2026.
O escritor Francisco Escorsim avalia que, na verdade, é uma boa notícia para o candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ). "Foi uma casca de banana que Lula jogou porque, caso Flávio fosse contrário, ele seria considerado 'contra os pobres'. Mas o deputado federal Zé Trovão (PL-SC) que entrou com uma ação. O impacto foi pequeno", ele explica.
Novas revelações em caso Lulinha
Em divulgação de conversas de WhatsApp, a lobista Roberta Luchsinger se refere a Fábio Luís Lula da Silva, o "Lulinha", como seu sócio. Os diálogos ainda mostram que ela usava tal proximidade como cartão de visitas em Brasília.
"É como se fosse o 'segundo Bolsa Família' de Lula. O Lulinha é o sujeito que mais recebe dinheiro por vias tortas. Roberta fala claramente como sócia dele e há comprovação da atuação, que se vale da proximidade com o presidente da República", explica Escorsim.
Mendonça x Mendes: o capítulo seguinte
Depois da sessão tensa da última terça-feira (15), o ministro do STF, Gilmar Mendes, não descansou nos ataques a André Mendonça. Na rede social X, lançou uma defesa ao Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, com críticas indiretas ao ministro.
"Gilmar aposta no escárnio como forma de paralisar o processo e quer calar a discussão. É por isso que ele ataca da forma que for possível, com recursos retóricos. Mas o retorno virá", diz Vargas.
O programa Última Análise faz parte do conteúdo jornalístico ao vivo da Gazeta do Povo, no YouTube. O horário de exibição é das 19h às 20h30, de segunda a quinta-feira. A proposta é discutir de forma racional, aprofundada e respeitosa alguns dos temas desafiadores para os rumos do país.



