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Apesar do número de adolescentes cumprindo penas de privação da liberdade ou prestação de serviço comunitário e liberdade assistida, os dados comprovam que as crianças e adolescentes são mais vítimas do que algozes. Levantamento do Sistema de Informação para a Infância e Adolescência (Sipia), utilizado pelos Conselhos Tutelares de todo o país, mostra que em dez anos houve mais de 1 milhão de violações de direitos. O Índice de Homicídios na Adolescência (IHA) faz uma previsão catastrófica para o Brasil nos próximos 6 anos. Se o ritmo de mortes de jovens continuar, o país terá perdido 33 mil meninos e meninas em função da violência, quase dez vezes mais que o número de soldados americanos mortos na guerra do Iraque.

O cientista social Luciano Souza, diretor de Centro de Socioeducação (Cense) de Curitiba, lembra que, quanto maior a idade, maior a complexidade do ato infracional. "Adultos cometem muito mais crimes e com maior gravidade do que adolescentes. É inverídico dizer o contrário", afirma. O último Censo mostrou que o número de pessoas com menos de 18 anos no Brasil é de quase 70 milhões. Desses, metade tem entre 10 e 19 anos. E há apenas 17 mil meninos e meninas cumprindo medidas com restrição de liberdade, muito pouco quando comparado à população carcerária adulta, que é de 440 mil.

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