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Mapa da Violência

Ações conjuntas reduzem homicídios em Foz do Iguaçu

Foz do Iguaçu ocupa o 15º lugar no ranking entre as cidades que mais acumulam homicídios na faixa etária de 15 a 24 anos

  • Fabiula Wurmeister, da sucursal
 
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Depois de três anos consecutivos, Foz do Iguaçu, no Oeste do estado, deixou o título de campeã nacional de assassinatos de jovens para ocupar o 15º lugar do ranking entre as cidades que mais acumulam homicídios na faixa etária de 15 a 24 anos. Mas, ainda é a primeira no Paraná. No número de assassinatos envolvendo toda a população, a fronteira também registrou uma importante melhora, saindo da 12ª para a 54ª posição. Os dados fazem parte do Mapa da Violência 2011, divulgado nesta quarta-feira (24) pelo Ministério da Justiça, e levam em conta o período de 2006 a 2008.

Segundo o estudo encomendado pelo Ministério da Justiça, ao contrário de outras cidades do estado - em especial as concentradas na Região Metropolitana de Curitiba - e do país, Foz do Iguaçu conseguiu reduzir drasticamente o número de assassinatos. Entre os jovens, o número de homicídios sofreu uma redução de quase 30%, caindo de 153 em 2006 para 105 em 2008. O mesmo pode ser notado no volume de assassinatos envolvendo toda a população. Enquanto em 2006 foram registrados 327 vítimas, dois anos depois, a violência resultou em 222 mortes.

A melhora nos índices coincide com um dos períodos cruciais para a região, quando a Receita Federal e as forças policiais que atuam na fronteira iniciaram uma série de ações conjuntas para aumentar o cerco ao contrabando e ao tráfico de drogas, de armas e munições vindas do Paraguai. “A atuação das quadrilhas está sendo cada vez mais dificultada. Muitas migraram para outras regiões”, observou o secretário municipal de Segurança Pública, Adão Almeida, ao lembrar que 90% das mortes estão ligadas a acertos de contas entre quadrilhas e seus próprios integrantes.

Para Almeida, o que inibe o crime é a certeza da punição. “Estamos conseguindo reverter isso com cooperação entre a Polícia Civil, Polícia Militar, Guarda Municipal, forças federais e principalmente com a ajuda da população. A delegacia de homicídios tem solucionado mais da metade dos casos. Quando comparamos que no país, apenas 16% dos assassinados recebem algum tipo de denúncia ou informação que ajude na elucidação, estamos diante de um recorde.” De acordo com o secretário, paralelamente à repressão, investimentos em saúde, educação, emprego e habitação também têm papel fundamental na redução da violência.

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