O acusado de pedofilia Célio dos Santos Vieira, de 33 anos, preso na tarde de domingo, já estava sendo investigado pelo Núcleo de Proteção à criança e ao Adolescente Vítimas de Crime (Nucria) desde janeiro deste ano. Os policiais programaram operações para prendê-lo, como na Páscoa e no Dia das Mães, mas, segundo a polícia, ele contava com a ajuda da família para fugir.

Antes da prisão, já existiam seis mandados de prisão contra Vieira. Em um deles, ele foi condenado a oito anos de prisão por abuso sexual. Outro decretava sua prisão temporária. Os outros quatro documentos eram pedidos de prisão preventiva pelo mesmo crime.

Investigação

Desde o início do ano, policiais do 13.º Batalhão da Polícia Militar, que faz o policiamento ostensivo na área onde agia o maníaco, mantinham fotos do suspeito nas viaturas. De acordo com as investigações, Vieira agia desde 2001 e, geralmente, atacava meninos entre 10 e 14 anos. Ele não usava armas, apenas conversava com as vítimas e as levava para um local na Vila Verde, na Cidade Industrial de Curitiba (CIC), onde aconteciam os abusos.

A área de atuação do 13º Batalhão da PM abrange os bairros Novo Mundo, Portão, Vila Lindóia, Vila Fanny, Vila Guaíra, Capão Raso, Xaxim, Água Verde, Rebouças, Prado Velho, Parolin, Cidade Industrial, Augusta, Fazendinha, São Miguel, Tatuquara, Umbará, Campo do Santana, Caximba, Ganchinho, Pinheirinho e Sítio Cercado.

Caso Rachel

O material genético de Vieira foi coletado para uma comparação com o DNA encontrado no corpo da menina Rachel Genofre que foi foi encontrada morta em novembro de 2008. O corpo da menina de nove anos estava dentro de uma mala, que havia sido abandonada na Rodoferroviária de Curitiba.

O procedimento é padrão e vem sendo feito sempre que um pedófilo é preso, desde o caso da morte de Rachel. O exame de DNA deve levar 30 dias para ficar pronto e poderá descartar ou não o envolvimento de Vieira neste caso.

Prisão

Segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp),, o suspeito foi reconhecido por uma das vítimas quando passava próximo de um shopping, no bairro Portão. O menino de 12 anos teria sido abusado este ano e reconheceu Vieira. Ele ligou para o pai, que chamou a Guarda Municipal.

De acordo com o Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria), a suspeita é de que o homem tinha ido ao shopping para se encontrar com outra possível vítima.

Vieira foi levado ao 5.º Distrito Policial, a seguir para o Nucria e depois foi encaminhado para o Centro de Triagem II, em Piraquara, na região metropolitana de Curitiba.

Denúncias

As investigações para identificar outras vítimas do acusado estão em andamento. Quem tiver mais informações pode entrar em contato com o Nucria, pelo telefone (41) 3244-3577 ou ir até a unidade, que fica a Rua Hermes Fontes, 315, no bairro Batel.

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