Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
Crise hídrica

Alckmin faz cálculos e descarta rodízio de água em SP

Governador conta com obras que levarão água da Billings ao Sistema Alto Tietê previstas para maio

 |

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), confirmou nesta sexta-feira (20) que a água contaminada da represa Billings será usada para abastecimento humano após passar por tratamento e que a obra servirá para evitar um rodízio de água.

Nesta quinta (19), a Folha de S.Paulo revelou que a água será transferida para o sistema Rio Grande por meio de três bombas, em mais uma medida da Sabesp para enfrentar a crise hídrica.

O governador disse que a represa Billings está com 70% da sua capacidade e que um acordo com a ANA (Agência Nacional de Águas) reduziu a utilização de sua água para geração de energia. Dessa forma, diz o tucano, o nível da represa deve subir rapidamente com as chuvas. Alckmin não falou sobre custos. O sistema Rio Grande é, hoje, a maior reserva de água potável da Grande São Paulo.

Para o socorro, serão usados 4 mil litros de água por segundo do Rio Grande. Ela irá direto para a represa de Taiaçupeba, onde terá tratamento para distribuição. Outro socorro, de 1.000 litros por segundo, sairá do rio Guaió.

"As obras do sistema Rio Grande e do rio Guaió vão garantir 5 mil litros de água a mais para a Grande São Paulo. Esse trabalho é para não fazer rodízio de água na região e para não depender de chuva", explicou Alckmin. As obras devem ser entregues em julho, segundo ele.

Alckmin disse ainda que desde a década de 1960 a água da represa Billings é usada no abastecimento por meio do sistema Rio Grande. "E desde a década de 1990 a água da Billings também vai para a Guarapiranga", afirmou o governador, após inaugurar uma unidade do Bom Prato, em Limeira (a 151 km de São Paulo).

OUTRAS OBRAS

Geraldo Alckmin afirmou que em 2016 está prevista a entrega da interligação da bacia do rio Paraíba do Sul com o sistema Cantareira e, em 2017, a chegada do sistema São Lourenço à Grande São Paulo. "É um cenário positivo para São Paulo e também para a região de Campinas, que também depende em parte das águas do Cantareira", afirmou o governador.

O tucano disse que no período da seca poderá retirar até 10 milhões de litros de água por segundo do Paraíba do Sul, porém, sem ultrapassar a média anual de tiragem, que deve ser de 5 milhões de metros cúbicos por segundo, conforme acordo com a ANA e com o governo do Estado do Rio de Janeiro, que depende das águas da bacia para abastecimento de sua região metropolitana.

Você pode se interessar

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.