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Um grupo de ambientalistas se reuniu nesta quarta-feira (27) com o superintendente interino da Polícia Federal (PF) no Paraná, delegado Rosalvo Ferreira Franco, para que a instituição acompanhe toda investigação da chacina de Piraquara, que vitimou cinco pessoas, na semana passada. Entre as vítimas estava o ambientalista Jorge Grando, 53 anos. Até o fim desta tarde, ainda não havia novas informações sobre a autoria do crime. A PF informou que não vai atuar no caso, mas deve acompanhar de longe o andamento das investigações.

Entre as preocupações do grupo estão represálias a grupos que combatem a depredação do meio ambiente e a possibilidade da chacina ser um recado. O deputado estadual e presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Paraná, Tadeu Veneri (PT), foi à PF junto dos ambientalistas. Ele também pediu uma reunião com o secretário de Estado da Segurança Pública, Reinaldo de Almeida César, para discutir a investigação sobre a chacina.

Crime

A chacina ocorreu no fim da noite da última sexta-feira na chácara do ambientalista Jorge Roberto Carvalho Grando, de 53 anos, ex-secretário de Meio Ambiente de Pinhais – cidade vizinha a Piraquara – e de seu irmão, Antônio Luis Carvalho Grando, de 46 anos. Os dois foram assassinados com tiros na cabeça. O local, um condomínio de chácaras, era dividido entre pelo menos 22 proprietários, que tinham o sonho de viver em um local ambientalmente correto.

Também foram mortos o funcionário da Sanepar Albino Silva, de 39 anos, o empresário Gilmar Reinert, de 50 anos, e o agente penitenciário Valdir Vicente Lopes, de 49 anos. Os dois últimos negociavam a compra de lotes para viver no local.

A polícia ainda não descartou as hipóteses de latrocínio (roubo seguido de morte), vingança, e outras duas que ele prefere manter em sigilo para não atrapalhar as investigações. Nenhum objeto parece ter sido levado, mas, como a casa estava totalmente revirada, a polícia acredita que os criminosos estavam em busca de dinheiro. A suspeita é de que os irmãos Grando guardavam na chácara o que era arrecadado com a venda dos loteamentos (a área pertencia a eles há pelo menos duas décadas).

A polícia já tomou o depoimento de oito pessoas, inclusive de dois suspeitos de participarem do crime. Os homens prestariam serviço a Grando - um seria mecânico e outro caseiro. Ambos negaram participação no crime.

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