A internet é um campo fértil para os golpistas, por isso o usuário deve ficar atento para não deixar seu computador vulnerável a ataques. Cautela é a palavra-chave para não se tornar vítima de fraudes cibernéticas. Manter um antivírus atualizado é fundamental, principalmente para os usuários de PCs rodando o sistema operacional Windows, da Microsoft. "Linux e Mac são mais seguros", explica o consultor de informática André Castanheira. "Uso Mac há 10 anos e nunca peguei vírus", acrescenta.
O carioca Mário Jorge Passos, que há alguns anos trocou o ofício de luthier pelo de consultor em redes Mac-Windows e internet, concorda, mas lembra que um dos ataques mais comuns independe de plataforma. "Você recebe um e-mail da Receita Federal ou da Justiça Eleitoral, clica no link, que abre uma página falsa igualzinha à original, e o site pede para você inserir seus dados", adverte.
Alguns dos e-mails mais comuns enviados pelos golpistas vêm com mensagens chamativas e instalam programas espiões nas máquinas com Windows. "Eles trabalham de maneira muito simples: apontam para 300 mil e acertam 10, o que já é suficiente", explica Passos. Os programas memorizam sequências de teclas digitadas, capturando senhas e outros dados da vítima.
O consultor alerta para outra forma de obtenção de senhas: a engenharia social. São práticas usadas pelos golpistas para ter acesso a dados sigilosos explorando a confiança da vítima. "A maior fraude de computador da história não tinha computador envolvido. Um técnico que fazia a manutenção dos servidores de uma empresa percebeu que a senha usada para transações bancárias estava em um papel colado na parede. Ele atravessou a rua, foi até um telefone público, ligou para o banco suíço, sacou o dinheiro e comprou diamantes", lembra Passos.
Pesquisadores de segurança e outras pessoas interessadas "por diletantismo" dedicam-se a invadir computadores para mostrar as brechas de segurança dos sistemas. O consultor lembra o caso de um francês que invadiu contas de funcionários do Twitter, neste ano. O hacker pesquisou perfis dos funcionários em redes sociais como o Facebook e testou diversas combinações, até entrar em uma das caixas postais, onde encontrou senhas, que usou para obter documentos contábeis e outras informações sigilosas da empresa.
"A principal regra de segurança da internet é aquela que as nossas mães ensinam: não aceite doces de estranhos", recomenda Passos. "Se você receber e-mails de uma pessoa que você não conhece, oferecendo coisas fantásticas, jogue fora. Se você receber ofertas de uma loja, não clique nos links: pegue o telefone e ligue para a loja", recomenda.
Em seu site, o banco HSBC recomenda a seus clientes que, se for preciso usar o home banking em uma lan house ou cibercafé, é importante garantir que a digitação da senha não seja vista por ninguém, nem captada por uma câmera. Senhas jamais devem ser memorizadas em computadores públicos, e o internauta não pode se esquecer de limpar histórico, cache, cookies e formulários do navegador, nem de encerrar a sessão.







