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Avisos de que as catracas estão fechadas são colocados em estações-tubo da Praça Rui Barbosa

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Anderson Teixeira, presidente do Sindimoc, adverte: caso atrasados não sejam pagos, greve na sexta-feira (9) será geral

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Passageiros não sabem o que fazer após serem informados de que não haverá ônibus

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Cobrador explica o protesto da categoria aos passageiros

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Ônibus muda o letreiro para informar que não circulará

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Ônibus com cobradores e motoristas começam a chegar ao Palácio Iguaçu

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Vias chegaram a ficar completamente bloqueadas pelo número de ônibus que foi ao Palácio Iguaçu

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Fila de ônibus se forma nas proximidades da sede do governo estadual

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O Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc) faz uma manifestação que promete afetar a circulação de ônibus que passam pela área central da capital entre as 10 e 14 horas desta quinta-feira (8). A manifestação é contra os atrasos em pagamentos nos salários à categoria.
Segundo o presidente do Sindimoc, Anderson Teixeira, a paralisação afeta a circulação de ônibus que chegam em praticamente toda a área central da cidade. As linhas que passam pelas praças Carlos Gomes, Rui Barbosa, Tiradentes, Dezenove de Dezembro e também pelo Terminal Guadalupe ficam comprometidas.
Veja fotos da paralisação e do protesto
As linhas que passam por essas praças atendem vários bairros da capital e também municípios da região metropolitana, como Colombo, São José dos Pinhais, Almirante Tamandaré e Pinhais. "Os ônibus que chegarem às praças vão ser parados e não voltam para os bairros", diz o presidente. Teixeira não soube precisar quantas linhas ao todo circulam por essas praças, nem qual será o impacto na circulação de ônibus.
O presidente do Sindimoc informou ainda que, nesta quinta, a paralisação vai "com certeza" até as 14 horas, com o serviço sendo retomado após esse horário. No entanto, caso o pagamento dos atrasados não seja feito pelas empresas, na sexta-feira (9) a cidade deve ser uma greve geral.
Falta de ônibus pega usuários de surpresa
Na Praça Rui Barbosa, os ônibus que chegavam a partir das 10 horas informavam aos passageiros que esse era o ponto final e todos deveriam descer ali. Integrantes do sindicato orientavam alguns passageiros e os próprios motoristas e cobradores de que a operação estava suspensa.
Muitas pessoas que precisavam usar o transporte coletivo foram surpreendidas. Foi o caso da vendedora Vera Cristiane Borba Cordeiro, de 38 anos. Ela saiu do bairro Tatuquara, onde mora, e ficou 'presa' na Praça Rui Barbosa, impossibilitada de chegar ao trabalho, em Colombo.
"Isso é uma falta de respeito. Não sou contra a paralisação, mas então que nem saiam da garagem. As pessoas que saíram de casa vão fazer o que?", questionou. Ela conta que, ao sair de casa, perguntou ao motorista e cobrador da linha que usa se haveria a paralisação. Eles no souberam responder.
Para Adriane Antonello, de 48 anos, a situação também era complicada. Ela mora no Centro e foi a uma consulta médica pela manhã, e não conseguia chegar ao trabalho, no Água Verde. "Acho justa a paralisação, mas precisa de mais informação", disse.
Impasse
A paralisação ocorre após a iminência de uma greve geral no transporte público de Curitiba e Região Metropolitana, ocasionado pelo atraso no pagamento de adiantamentos salariais aos motoristas e cobradores por parte das empresas de ônibus. O atraso ocorre porque as empresas não receberam a verba que deveria ser repassada pelo governo do Paraná como forma de subsídio, o que mantém a tarifa de ônibus da Rede Integrada de Transporte (RIT) em R$ 2,85.
Na quarta-feira (7), a Prefeitura de Curitiba anunciou um repasse emergencial de R$ 3,8 milhões ao Fundo de Urbanização de Curitiba (FUC), para evitar a greve. Mas a dívida que o governo do estado tem com a capital, via Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec), persiste e está em R$ 16,7 milhões, referente às três últimas parcelas do subsídio.
O repasse por parte do governo do Paraná à prefeitura ocorre desde 2012, e isso mantém a tarifa do transporte público da RIT abaixo do real custo de cada usuário do transporte coletivo - a tarifa técnica, que está em R$ 3,18. A diferença entre esse valor e o que é cobrado da população - R$ 0,33 - é coberto pelo subsídio.
Urbs considera movimento abusivo; Comec não se manifesta
A Urbs, empresa que opera a Rede Integrada de Transporte (RIT), informou já ter comunicado a Justiça do Trabalho sobre a paralisação e declarou considerar o movimento abusivo, uma vez que na noite de quarta-feira (7) o Sindimoc anunciou a suspensão da greve. No documento enviado à Justiça, a Urbs reitera o pedido feito em dezembro e no início dessa semana para que seja mantida a frota mínima de 70% em horários de pico e de 40% em horários de menor movimento.
Outra medida tomada é o registro de boletins de ocorrência para autuação dos consórcios por infração ao regulamento do transporte e descumprimento de itens do contrato firmado, como desvio de rota e parada dos ônibus em outros pontos que não os previstos no itinerário.
Ainda de acordo com a assessoria de comunicação da Urbs, o órgão não possui um levantamento sobre o número de usuários prejudicados e a abrangência da paralisação. "A prioridade do Centro de Controle Operacional é minimizar os impactos provocados pela paralisação e organizar o tráfego".
A Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec) não se manifestou sobre a paralisação e as críticas feitas por motoristas e cobradores de ônibus em relação aos valores atrasados.



