Parado desde dezembro, por falta de verbas, o barco Sinuelo, que monitora tubarões na costa pernambucana, volta ao mar hoje, após retomada do convênio dos pesquisadores responsáveis pela embarcação com o governo do estado. A liberação de R$ 1,7 milhão ocorreu 24 horas após a morte da turista paulista Bruna Gobbi, de 18 anos, atacada por um tubarão na última segunda-feira (22), na praia de Boa Viagem, na Zona Sul da capital. Desde 1992, foram registradas 59 ocorrências, com 24 mortes.
Uma das principais atividades do Sinuelo é a captura dos tubarões, para inserção de etiqueta de monitoramento e posterior lançamento em águas mais profundas, distantes da área onde costumam ficar os banhistas. Por isso, especialistas avaliam que a atividade de pesquisa reduz o número de ataques no litoral pernambucano. Desde 2004, o grupo já capturou 80 tubarões, que são das espécies consideradas mais agressivas: tigre e cabeça-chata.
Em Pernambuco, segundo o Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit) já houve ataques em praias de seis municípios: Recife (45,6 por cento), Jaboatão dos Guararapes (36,81 por cento), Cabo de Santo Agostinho (8,8 por cento), Olinda (5,3 por cento), Paulista (1,8 por cento), Goiana (1,8 por cento).Os números são do Cemit e nele não está computado o último caso. A praia de Boa Viagem está incluída entre as oito áreas onde mais ocorrem ataques de tubarão no mundo.
Na última segunda-feira, a turista paulista Bruna da Silva Gobbi, 18, foi atacada por um tubarão na praia de Boa Viagem, quando era socorrida de um afogamento por uma equipe de salva vidas. Ela estava em companhia de uma prima, quando foi mordida pelo animal, que dilacerou sua perna esquerda. O momento do ataque foi registrado pelas câmeras de monitoramento do projeto Segurança na Orla, da Secretaria de Defesa Social (SDS). As imagens mostram a movimentação de Bruna e da prima no mar, além da chegada dos bombeiros e manchas de sangue na água após o ataque. No vídeo, dois bombeiros aparecem entrando no mar a nado para resgatá-las. Usando uma moto aquática, um terceiro bombeiro resgata as banhistas. De acordo com o Corpo de Bombeiros, Bruna já havia sido avisada do risco de entrar no mar aberto.







