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A rebelião no Presídio de Serrinha (BA), 173 quilômetros a noroeste de Salvador, iniciada às 8h50 desta segunda-feira (8), ainda está sem solução. No motim, 25 presos da unidade destinada a detentos considerados perigosos mantêm três reféns. As vítimas integram o grupo considerado pela administração do presídio como de ameaçados de morte. Outro preso que era mantido refém, Joselito Alves da Silva, foi assassinado na manhã desta segunda.

Os rebelados deram início ao movimento depois de danificar, com uma barra de ferro, o sistema automático de abertura das celas. A Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos da Bahia, responsável pela administração dos presídios, instaurou inquérito administrativo para apurar como os detentos conseguiram o artefato e como tiveram acesso aos equipamentos.

Os amotinados reivindicam a transferência de 14 deles para presídios de Salvador. Segundo a Secretaria de Segurança Pública eles integrariam a quadrilha de Cláudio Campanha, apontado como chefe de um grupo de traficantes de drogas da capital, que foi transferido para o Presídio Federal de Campo Grande (MS) em setembro do ano passado.

Por causa da transferência, integrantes da quadrilha praticaram uma série de atos de vandalismo em Salvador, destruindo postos policiais e ônibus. Os ataques motivaram a transferência dos 14 presos para Serrinha, presídio considerado de segurança máxima na Bahia.

No fim da manhã, tiros foram disparados de dentro da unidade, mas não houve confirmação de feridos. No início da tarde, o secretário da Justiça, Nelson Pellegrino, voltou a assegurar que a reivindicação dos amotinados não será atendida. Por volta das 15 horas, houve interrupção nas negociações. Um grupo de 50 policiais do Comando de Operações Especiais (COE) cerca a unidade à espera de ordem para a invasão.

Inaugurado em 2006, o Presídio de Serrinha é apontado como de segurança máxima. Tem capacidade para 476 presos e abriga, hoje, 444. Os rebelados são de uma unidade separada do presídio, chamada Seguro, com capacidade para 30 detentos. A unidade foi isolada pela Polícia Militar desde o início do motim, e seus ocupantes - bem como os reféns - estão sem fornecimento de alimentos, água e energia elétrica.

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