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| Foto: Antônio More/Gazeta do Povo

Com edital aberto há quase dois anos, em agosto de 2014, a pesquisa de Origem e Destino começou a sair do papel neste mês. Prometida pela Prefeitura de Curitiba, busca traçar os hábitos de transporte do curitibano, bem como dos moradores de 17 cidades da Região Metropolitana (RMC) para criar e testar estratégias sobre a mobilidade urbana na cidade – até mesmo a sonhada implantação do metrô curitibano. Além de realizar entrevistas com os moradores, a pesquisa também pretende contabilizar o número e velocidade dos veículos que passam pela malha viária da capital e das cidades da região metropolitana. Ao todo, 60 mil domicílios devem ser visitados pelos pesquisadores.

De acordo com o supervisor de informações do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), Oscar Schmeiske, os dados coletados serão utilizados na formulação de uma matriz, que mostrará como funciona os deslocamentos dentro da cidade. Essa matriz será reproduzida em um programa de computador.

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“Com este modelo é possível verificar os maiores problemas e testar soluções. Desta forma, é mais fácil de estimar o que funcionaria na prática”, explica. O supervisor afirma que a pesquisa também ajudará a mostrar qual é o melhor local para a futura implementação do metrô na capital. “Será possível saber de forma mais concreta qual o melhor local para conectar o metrô com outros meios de transporte”, comentou.

A coleta de dados iniciou no começo do mês de abril e a conclusão dos trabalhos está prevista para novembro de 2016. A tabulação e cruzamento das informações deve levar mais quatro meses.

Saiu do papel

A pesquisa foi anunciada pela Prefeitura há pelo menos três anos, mas só agora saiu do papel. O levantamento tem um custo estimado em R$ 6,3 milhões e será pago em parte com recursos próprios da prefeitura. Cerca de R$ 1,5 milhão será custeado por um empréstimo feito à Agência Francesa de Desenvolvimento. O valor poderá ser reajustado, já que a estimativa de custo foi realizada quando a licitação foi lançado, em agosto de 2014.

De acordo com Schmeiske, por se tratar de uma licitação internacional, o procedimento de contratação do Consórcio Mobilidade RMC - formada pelas empresas Comap Consultoria, Marketing e Planejamento e Representações, Engimind Consultores de Engenharia e Planejamento Lda, Setepla Tecnomental Engenharia S/A, e Bureau de Pesquisa Social S/S Ltda-ME –, a pesquisa demorou para ser iniciada. Ainda de acordo com o supervisor, uma série de recursos judiciais promovidos pelas empresas que concorriam ao contrato, atrasaram o início da coleta de dados.

Pesquisa é realizada em três fases

O desenvolvimento da pesquisa conta com três etapas distintas, que já estão sendo realizadas: as entrevistas domiciliares, a contagem volumétrica e a medição de velocidade dos veículos e uma pesquisa de opinião, onde os moradores poderão avaliar a qualidade do transporte coletivo e do sistema viário como um todo.

Na primeira fase, são feitas entrevistas domiciliares para identificar os hábitos de descolamento, como aonde vão, com que frequência, em quais horários e saber o porquê de usar determinados meios de transporte e não outros.Também serão mapeadas as dificuldades enfrentadas pelas pessoas em seus deslocamentos diários. Os moradores que participarão da pesquisa foram selecionados por sorteio - os primeiros bairros que serão visitados pelos pesquisadores serão: Alto Boqueirão, Capão Raso, Caximba, Campo de Santana, Centro, CIC, Pinheirinho, São Miguel, Sítio Cercado, Tatuquara e Umbará. Na RMC, os primeiros municípios visitados serão Colombo, Fazenda Rio Grande, Piraquara, Quatro Barras e São José dos Pinhais.

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A segunda etapa consiste em realizar uma contagem volumétrica e medição de velocidade de veículos. Verifica-se também quantos veículos passam pelas vias – sejam elas dentro da capital ou de ligação entre as cidades da região metropolitana.

De acordo com Schmeiske, essa é a fase que permite que se identifique quais são os locais mais problemáticos. “Estes dados permitem verificar de forma rápida quais são os ‘nós’ do trânsito e busca alternativas para tornar o deslocamento mais ágil”, disse.

O terceiro momento da pesquisa é uma análise qualitativa realizada pela própria população, que é realizada durante a entrevista em domicílio.

Pesquisadores estarão identificados com crachás e coletes

Os moradores que devem participar da pesquisa receberam uma carta, com uma senha. Quando um pesquisador identificado com colete e crachá da pesquisa Origem Destino chegar à sua residência, poderá confirmar solicitar a senha ao funcionário, para que não haja perigo. Em caso de dúvida, os moradores também poderão ligar para 3010-0630, uma linha exclusivamente destinada à pesquisa.

De acordo com o supervisor de informações do Ippuc, Oscar Schmeiske, as informações coletadas pelos pesquisadores não serão divulgadas e nem personificadas. “É importante que tem recebeu a correspondência participe e faça parte deste retrato da mobilidade de Curitiba”, afirmou.

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