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em 1986

Após três décadas, ‘noite ufológica’ ainda é um mistério no Brasil

    • Estadão Conteúdo
    • 19/05/2016 22:29
     | Nasa/
    | Foto: Nasa/

    Um dos maiores eventos ufológicos já registrados completa 30 anos nesta quinta-feira (19) e ainda é um mistério. Eram 23h15 do dia 19 de maio de 1986 quando o radar da torre de controle do aeroporto de São José dos Campos, interior de São Paulo, detectou a presença de dezenas de objetos voadores não identificados realizando voltas pelos céus da cidade, numa noite clara. Trata-se de um dos raros casos de aparições admitidas por autoridades militares brasileiras.

    O fato, que ficou conhecido como “Noite Ufológica”, atraiu a atenção da Nasa, agência espacial norte-americana, que investigou o caso. Naquela noite, cinco caças da Força Aérea Brasileira (FAB) foram enviados para acompanhar o fato inusitado. A investida, porém, foi em vão, pois as aeronaves foram incapazes de acompanhar a velocidade dos objetos, que faziam evoluções a uma velocidade inalcançável pelos caças.

    Sérgio Mota da Silva, que trabalhava naquela noite como controlador de voo, afirma ter visto diversos pontos luminosos e acionou um caça que passava na mesma rota. Na mesma hora, o então presidente da Embraer e Ozires Silva voava num avião Xingu e também relatou ter visto as luzes.

    À época, ele havia afirmado que “as luzes tinham presenças reais, eram alvos primários no radar, alvos positivos, uma coisa concreta. A visibilidade estava muito boa, noite estrelada. E entre as estrelas vi um objeto que parecia um astro, meio arredondado e vermelho. Só que astros não aparecem no radar”.

    “Luzes multicoloridas”

    O repórter-fotográfico Adenir Britto, 51, que trabalhava para o hoje extinto jornal “ValeParaibano”, testemunhou o fato e foi o único profissional a registrá-lo. “Estávamos no fechamento de edição, quando repórteres atendiam ligações de pessoas que diziam estar avistando discos-voadores nos céus de São José dos Campos. De início, não demos muita importância, pensando se tratar de trotes. Mas o número de ligações na redação aumentavam , vindo de diferentes regiões da cidade”, disse.

    “Incrédulos, eu e a jornalista Iara de Carvalho decidimos ir até o pátio do jornal para conferir. Começamos a olhar para o céu, quando avistamos luzes multicoloridas que se movimentavam rapidamente em todas as direções, onde as cores vermelha, amarela e alaranjada predominavam. O que mais impressionava eram as retomadas de velocidade, seguidas de uma desaceleração brusca. Vimos que não se tratava de objetos com interferência humana como balões, aviões e outros. Era impossível existir invenções humanas capaz de impor tamanha velocidade e de repente ficar imóvel”, relembra Britto.

    Segundo ele, representantes da Nasa, acompanhados por militares do Centro Tecnológico Aeroespacial (CTA) de São José dos Campos, levaram os negativos fotográficos para “estudos”. O material nunca foi devolvido. O que restaram foram recortes de jornais da época, com as fotos publicadas.

    Em nota, o Comando da Aeronáutica afirmou que “não dispõe de estrutura e de profissionais especializados para realizar investigações científicas ou emitir parecer a respeito desse tipo de fenômeno aéreo”.

    Repercussão

    Na edição de 22 de maio de 1986, o Estado repercutia o episódio em sua capa, com a chamada: ‘Aventura, o piloto procurando os OVNIs”. O texto dizia: “Dez oficiais da Força Aérea Brasileira falaram mais de duas horas para jornalistas sobre OVNIs perseguidos no dia 19, mas a conclusão foi que os F-5 e os Mirage não chegaram sequer a identificar os pontos luminosos identificados pelos radares do Centro Integrado de Defesa Aérea. Os aviões carregavam mísseis e canhões, mas a ordem era apenas identificar o alvo, que no final não pôde ser cumprida por ninguém.”

    Na página interna, o jornal destacava a “Invasão aérea. São os tais OVNIs’, relatando a aventura de oficiais da aeronáutica em busca de respostas para as luzes no céu de São Paulo. O ministro da Aeronáutica tentou oferecer explicações, mas se rendeu ao ineditismo do fato. “O próprio ministro admite que as informações dos pilotos e das bases em terra são ‘fantásticas’, e que no momento não há como explicá-las. Oficialmente, disse, trata-se de ‘um fenômeno inexplicável’“.

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