A Associação dos Serventuários de Justiça do Paraná (Assejepar), entidade que representa os serventuários do Foro Judicial do Estado, encomendou, nesta segunda-feira (5), uma vistoria técnica detalhada no edifício do Fórum Cível de Curitiba. Segundo nota oficial divulgada pela instituição, o laudo da avaliação deve ser divulgado até o final desta semana.
A providência foi tomada na última quinta-feira (1º). Nesta segunda-feira, dezenas de manifestantes de diversas associações de categorias que trabalham no edifício realizaram um ato em frente ao local, na tarde desta segunda-feira, cobrando por uma avaliação minuciosa das condições estruturais do prédio. Na penúltima sexta-feira (26), o edifício precisou ser completamente evacuado, depois que funcionários sentiram um forte tremor no prédio.
A manifestação foi organizada pela internet, em um evento criado pelo Facebook. Segundo os organizadores do ato, cerca de 150 pessoas estavam reunidas às portas do Fórum Cível. "O objetivo é ampliar o debate sobre as condições de estrutura do prédio", resumiu o advogado Peterson Hoffman, assessor do evento.
Explicações
"Não há indicativo de acidente imediato no prédio, portanto encomendamos o estudo para colaborar com os órgãos envolvidos e minimizar a insegurança dos servidores e da comunidade que frequenta o local", explica Rodrigo Wagner de Souza, presidente da Assejepar, em nota oficial.
Ainda segundo a nota da Associação, o estudo emergencial está sob responsabilidade técnica do engenheiro Rui Medeiros, especialista na área de estruturas e professor do Departamento de Construção Civil da UFPR, na cadeira de estruturas de edifícios.
Conforme a assessoria da instituição, esta vistoria é independente da investigação do Departamento de Engenharia e Arquitetura do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), que também está verificando a segurança do prédio.
Tremores
No último dia 26, o edifício de 11 andares que abriga o Fórum Cível de Curitiba, na Avenida Cândido de Abreu, precisou ser completamente evacuado, depois que funcionários sentiram um forte tremor. Na ocasião, o Corpo de Bombeiros, engenheiros da Comissão de Segurança de Edificações e Imóveis do município (Cosedi) e a Defesa Civil estiveram no local e concluíram que a edificação não corre riscos de desabamento.
O diretor do Departamento de Engenharia do Tribunal de Justiça, Cornélius Unruh, também afirmou, na ocasião, que o prédio não possui problemas estruturais. "O tremor foi sentido pelos funcionários por conta de veículos pesados que passam pela região", explicou.
O edifício também foi evacuado em maio de 2011, após relatos de funcionários sobre a ocorrência de tremores no prédio. Em agosto de 2011, outro susto: um princípio de incêndio no local que acabou controlado sem necessidade de evacuação. Ninguém ficou ferido.



