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A Rua Marechal Deodoro, ainda estreita, desembocando na Praça Zacarias, em março de 1955, em calma tarde de domingo | Acervo Cid Destefani
A Rua Marechal Deodoro, ainda estreita, desembocando na Praça Zacarias, em março de 1955, em calma tarde de domingo| Foto: Acervo Cid Destefani
  • Esta era a modesta estação de passageiros do Aeroporto Afonso Pena, em 1947
  • Retirado do Centro da cidade, o Paiol de Combustíveis e Explosivos foi construído por Cândido de Abreu, cujo foto é do ano em que ficou pronto: 1915
  • No bairro do Bacacheri, a atração era o tanque onde se praticavam a natação e os passeios com canoas. Foto de 1940
  • Dando um pulo até Morretes, podemos ver o Rio Nhundiaquara. Foto de 1890
  • Paranaguá, outra opção turística do curitibano. Na foto, o bondinho de mulas estacionado na Rua da Praia, com destino ao Rocio, em 1938

Quando o ano chega à sua reta final, que é no mês de dezembro, todo mundo fica meio perdido. É amigo-secreto, banquetes de encerramento dos trabalhos; olhares ambiciosos percorrem anúncios, vitrines e as propagandas nas tevês. O corre-corre na maioria das vezes passa por cima da gente; atropela, não dando tempo para se ter um entendimento mais completo das ocorrências.

É aí que mora o perigo. Justamente quando acontece a coisa é que um cronista mais teme: quando dá um branco. As ideias não afloram, os assuntos fogem e a memória não ajuda; a única coisa se projeta no cérebro, mesmo no maior esforço de concentração, é que: "Estou ralado!" "Neca de assunto para batucar no teclado". Exatamente isso está me acontecendo neste dia 6 de dezembro, Dia de São Nicolau, figura da crença eslava que deu ensejo na criação do Papai Noel, figura mitológica que alegra as crianças ocidentais.

"Quem está neste mundo está sujeito a tudo!" Exclamava o Edgar, saudoso proprietário de um bar na Avenida República Argentina. Realmente, é uma sujeição que ocorre tanto para os donos de botecos como também para alguns fregueses. Colecionar tipos é uma distração que certos frequentadores das mesas e balcões da imensa botecaria empregam como hobby. Meu amigo Chicão é um deles, não perde oportunidade em tirar seu sarrinho. Eis algumas de suas figurinhas colecionadas:

O rei da flatulência. É um senhor provecto que frequenta um bar no Batel e que disfarça as suas liberações odoríficas com fortes tosses pigarreadas, ou então com estrondosas gargalhadas. Quando isso acontece, os que já conhecem o resultado de tais dissimulações sonoras procuram, rápida e respeitosamente, escapar ao raio de ação do gás espargido com abundância.

O admirável coincidente. Outro senhor cuja presença deixa todos os demais circundantes se sentindo como se ao erguer seus olhares não veriam nada mais do que o rabo do sapo. Qualquer personalidade que seja citada na roda de papo ou é seu parente ou é parente de algum dos seus parentes. Quando não consegue encaixar o personagem na sua árvore genealógica, corta a conversa dizendo que coincidentemente aconteceu com ele um fato igual só que com muito mais destaque. É o mesmo que quando alguém começa a contar uma piada ele atalha com o final, fazendo ar de inteligente. É o famoso esparrama-roda.

O espantoso equilibrista. Esse personagem é outra figura encontrável nos botecos da cidade. Prestativo, é amigão de todo figurão, político, autoridade e até do clero com quem, aliás, tem companheiro chegado na marvada. Conhece todos por apelidos caseiros, as mulheres pelos nomes de solteiras e se diz bem informado de todos os acontecimentos que rolam nos escaninhos oficiais da capital e do resto do estado. Pois o nosso equilibrista em questão entrou recentemente numa gelada.

Aconteceu na recente campanha para a eleição do prefeito de Curitiba. Amigão do Ratinho (pai), foi instado pelo mesmo a colocar uma propaganda do Ratinho (filho) em forma de um banner, que tomou conta de todo o vidro traseiro do seu carrão. Tudo bem, aludia aonde ia que estava trabalhando para o melhor candidato e que o mesmo era imbatível. Veio o resultado final: Gustavo Fruet venceu. Mais rápido que um corisco, sacou do celular e comunicou: "Parabéns Gugu pela vitória, não esqueça que trabalhei para a tua eleição". Incontinenti o vidro traseiro do carrão voltou a ser translúcido como saíra da fábrica. (Nota: pela intimidade que tem, o nosso equilibrista chama o Gustavo Fruet de Gugu e, segundo o Chicão, se dirige à esposa do mesmo como: "Mamá!").

Bem amigos leitores, consegui matar mais esta Nostalgia, num dia em que assunto foi manga de colete. Vamos para algumas fotos antigas do que seriam opções turísticas dos nossos antepassados.

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