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Saúde

Bactéria comum causa morte de criança em Curitiba

Menina de sete anos morreu por reação severa à bactéria Streptococcus pyogenes. Em Brasília, outras quatro mortes já foram confirmadas

  • PorFernanda Trisotto
  • 08/11/2011 15:26

Saiba mais

O que é

O Streptococcus pyogenes é uma bactéria comum, que pode atingir até 20% da população sem que se apresente sintomas.

Como é transmitida

Contato direto entre pessoas. Pode ser transmitida por secreções, como espirro, tosse, saliva e em feridas contaminadas. Não se contrai a bactéria de animais.

Doenças causadas

As principais doenças causadas pela bactéria são faringites (inflamação da faringe), escarlatina (vermelhidão na pele), erisipelas (infecção de pele) e impetigo (inflamação de pele com formação de pus). Em casos mais graves, quando a bactéria vai para o sangue, causa a Síndrome do Choque Tóxico.

Tratamento

É feito com antibióticos e acompanhamento médico.

Prevenção

Não há vacina contra esse tipo de bactéria. Manter hábitos saudáveis, cuidados com a higiene e evitar lugares fechados contribuem para evitar o contágio.

Uma menina de sete anos morreu em Curitiba, no final do mês de outubro, depois de uma reação severa à bactéria Streptococcus pyogenes. A bactéria, que é bastante comum e causa faringites, se disseminou no sangue da menina e causou a chamada Síndrome do Choque Tóxico. Em Brasília, quatro pessoas – incluindo três crianças – morreram, entre agosto e outubro, por complicações causadas pela bactéria.

Segundo o médico infectologista pediátrico Victor Horácio Souza Filho, do Hospital Pequeno Príncipe, a bactéria pode atingir até 20% da população e, normalmente, coloniza assintomaticamente a região da faringe. O médico explica que a bactéria pode colonizar a garganta e provocar mau hálito e, normalmente, causa doenças como faringites, escarlatina, erisipelas e impetigos.

A menina que morreu em Curitiba teve a Síndrome do Choque Tóxico. "A bactéria no sangue causa febre, mal estar, queda da pressão e insuficiência de múltiplos órgãos. Neste caso, a mortalidade entre crianças, especialmente, é muito alta, passando de 50%", explica. A evolução da doença na criança foi muito rápida, segundo o médico. Ela morreu quatro dias após apresentar os primeiros sintomas. "Este é um caso isolado, mas a bactéria tem um alto grau de resistência", diz.

Proteção

Segundo a médica infectologista e coordenadora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde, Juliane Oliveira, a família da criança procurou ajuda médica rapidamente e a menina foi prontamente atendida. "Sabemos que podem ocorrer casos mais agressivos, mas isso não é rotineiro. Foi um caso isolado", ressalta.

A criança estudava na Escola Municipal Professora Donatilla Caron dos Anjos, no bairro Uberaba. Os pais de outros alunos estiveram na escola na segunda (7) e nesta terça-feira (8), onde receberam orientações de profissionais da Secretaria de Saúde. Com não há risco de surto da bactéria, a escola continuará funcionando normalmente.

Como medida preventiva, a secretaria de saúde está fazendo a avaliação dos contatos mais próximos da menina, que inclui a família e as crianças que estudavam na mesma turma. Profissionais fazem a coleta de material da faringe para avaliar se a pessoa tem ou não a bactéria. Nos casos em que houve contágio, é iniciado um tratamento a base de antibióticos. A secretaria não informou se já houve casos confirmados. Não é preciso isolar o paciente para a realização do tratamento. "Adotamos uma medida mais ampla de proteção. Com 24 horas de uso dos antibióticos, a pessoa já não transmite mais a bactéria", explica Juliane.

Outros casos

Em Brasília, quatro mortes por causa da bactéria Streptococcus pyogenes foram confirmadas pelas autoridades de saúde do estado entre agosto e outubro. Duas vítimas morreram em agosto: uma menina de 11 anos e uma mulher de 38 anos. Em outubro, as mortes foram de duas crianças, com seis e dez anos.

A Secretaria de Saúde de Brasília decidiu decretar estado de alerta nos hospitais da capital como medida de prevenção à doença, já que não há surto da bactéria. Em 2010, uma situação similar de alerta sanitário foi decretada após a confirmação de um surto da bactéria Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase (KPC), que causou 22 mortes em dez meses.

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