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Brasília – A base aliada do governo decidiu ontem não ceder e assumir o controle da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Apagão Aéreo na Câmara dos Deputados. Para não criar um conflito ainda maior com os oposicionistas, que cobravam participação no comando da CPI, o PT pode abrir mão da relatoria para o PMDB e ficar com a presidência. Os nomes ainda não estão definidos.

Os líderes aliados rechaçaram a hipótese de um acordo com a oposição que passaria por ceder a relatoria ou a presidência para o PSDB em troca de a CPI do Apagão no Senado ser descartada. "Acordo? A oposição não tem nada para nos oferecer", afirmou o líder do PR na Câmara, deputado Luciano Castro (RR).

O líder do PT na Câmara, Luiz Sérgio (RJ), disse que "não se trata de passar o rolo compressor" sobre a oposição, mas de respeitar o Regimento Interno da Câmara. Pelo regimento, a presidência cabe ao maior partido, no caso o PMDB, que tem o direito de indicar o relator. A relatoria é a vaga mais cobiçada porque é tarefa do relator elaborar o texto final da CPI, que sugere indiciamentos e aponta irregularidades.

Ele negou que no governo o PT atue da mesma forma que o PSDB ao controlar as últimas oito CPIs no governo Fernando Henrique. "O PT no governo vai fazer o que a legislação permitir. Há uma disputa e o PT não vai abrir mão de usar os mecanismos que tem para se defender", afirmou Luiz Sérgio.

A CPI do Apagão Aéreo na Câmara deve começar a funcionar depois do feriado de 1.º de maio – Dia Internacional do Trabalho.

Infraero

O líder do PT disse que a CPI não poderá investigar a Infraero porque a empresa não tem relação com o tráfego aéreo. O Tribunal de Contas da União já identificou várias irregularidades na empresa durante a gestão do deputado federal petista Carlos Wilson (PE). "A Infraero não tem nada a ver com a crise no setor aéreo, ela não administra o setor aéreo", disse o petista.

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