Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
Tráfico

Beira-Mar é condenado a mais 29 anos

Traficante comandava ações criminosas de dentro da cadeia; penas já somam 92 anos de prisão

Fernandinho Beira-Mar em foto de arquivo da Gazeta do Povo | Aniele Nascimento/Gazeta do Povo/Arquivo
Fernandinho Beira-Mar em foto de arquivo da Gazeta do Povo (Foto: Aniele Nascimento/Gazeta do Povo/Arquivo)

O traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, 42 anos, foi condenado a 29 anos e oito meses de prisão na última segunda-feira, pela 2ª Vara Federal Criminal de Curitiba, por comandar tráfico de drogas, armas e lavagem de dinheiro de dentro da cadeia. A pena foi concedida no processo da Operação Fênix, da Polícia Federal, cuja investigação durou um ano e meio.

A sentença diz que Beira-Mar, mesmo preso, comandava uma quadrilha com a ajuda de advogados e parentes – entre eles sua mulher, Jacqueline Moraes da Costa – que transmitia os recados recebidos nas visitas ao preso. Ele comandou ações criminosas por celular quando esteve preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Após ser transferido para as Penitenciárias Federais de Catanduvas, no Oeste do Paraná, e de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, começou a trocar mensagens entregues aos seus visitantes.

Durante as investigações, 12 apreensões de drogas e armas foram feitas. Seis seriam de responsabilidade do grupo comandando por Beira-Mar. Nas remessas de drogas e armas apreendidas foram contabilizados mais de 515 quilos de entorpecentes: 462 quilos de cocaína, 26 quilos de maconha, 21,8 quilos de crack e 5,8 quilos de haxixe, além de duas metralhadoras, dois fuzis, duas pistolas e 1.477 cartuchos de munição diversa.

O grupo operava com duas bases no Paraguai, trazendo as drogas e armas por avião até o Paraná e depois ao Rio de Janeiro. Das 21 pessoas denunciadas, 15 foram condenadas. A mulher de Beira-Mar foi condenada a 25 anos e cinco meses; seu irmão, Ronaldo Alcântara de Moraes, 18 anos e oito meses; a mulher de Ronaldo, Marcela de Brito Barradas, a nove anos e 11 meses; o filho do traficante, Felipe Alexandre da Costa, a cinco anos e dez meses; e um dos cunhados de Fernandinho, Carlos Wilmar Portella Vanderlei, a cinco anos de reclusão.

Na lavagem de dinheiro, o grupo utilizava duas empresas em nome de familiares de Beira-Mar, a Chama Acesa de Caxias Comércio de Gás Ltda. (Chamagás) e a Júnior & Jacqueline Rio’s Lava Jato Ltda. (JJ-Lavajato), ambas no município de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. A sentença decretou o confisco de treze veículos, uma lancha, um avião, US$ 134,4 mil e seis imóveis, entre os quais a fazenda Campanai, que Beira-Mar mantinha no Paraguai.

Beira-Mar já foi condenado a um total de 92 anos de prisão. Quando estava foragido na Colômbia, ele já havia sido condenado duas vezes, a 21 anos, por tráfico de drogas, em Cabo Frio (RJ), e em Belo Horizonte, a 11 anos. Também foi condenado a 6 anos de prisão por lavagem de dinheiro, em João Pessoa (PB), em agosto de 2004, a 19 anos de reclusão por extorsão e associação ao tráfico, no Rio, em dezembro de 2006, e a mais 6 anos, também no Rio, em agosto deste ano, por associação para o tráfico de drogas.

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.