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Boas lições que vêm do interior

Exemplos bem-sucedidos de gestão escolar vão além de recursos financeiros e tecnológicos

  • Maria Gizele da Silva, da sucursal
Ivaí: “Foi uma boa safra de alunos”, lembra a diretora da Escola Estadual Gil Stein Ferreira, Eliane Cristina Carneiro, ao falar da turma do 9º ano que fez a Prova Brasil em 2011. Segundo o relatório do Todos pela Educação, a cidade de Ivaí teve o maior porcentual de alunos (foto) com o aprendizado adequado para a série em Matemática nas turmas de 9º ano no Paraná. A escola é uma das quatro da rede estadual localizadas no município. Eliane credita o bom desempenho à rotina adotada, que é voltada ao planejamento e à interdisciplinaridade. De quebra, os professores e funcionários têm um bom relacionamento. “Nós trocamos muitas informações, trabalhamos muito de forma interdisciplinar para o bem comum dos alunos”, lembra a professora de Matemática Maria Isabel Batista. A diretora aponta também que os alunos bem pontuados em 2011 estavam sendo acompanhados pelos mesmos professores desde o 6º ano. “Naquele período, houve poucas trocas de professores. Chegamos ao final do ensino fundamental conhecendo muito bem cada aluno e suas capacidades”, explica Eliane. Na época, a escola obteve nove menções honrosas na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep). |
Ivaí: “Foi uma boa safra de alunos”, lembra a diretora da Escola Estadual Gil Stein Ferreira, Eliane Cristina Carneiro, ao falar da turma do 9º ano que fez a Prova Brasil em 2011. Segundo o relatório do Todos pela Educação, a cidade de Ivaí teve o maior porcentual de alunos (foto) com o aprendizado adequado para a série em Matemática nas turmas de 9º ano no Paraná. A escola é uma das quatro da rede estadual localizadas no município. Eliane credita o bom desempenho à rotina adotada, que é voltada ao planejamento e à interdisciplinaridade. De quebra, os professores e funcionários têm um bom relacionamento. “Nós trocamos muitas informações, trabalhamos muito de forma interdisciplinar para o bem comum dos alunos”, lembra a professora de Matemática Maria Isabel Batista. A diretora aponta também que os alunos bem pontuados em 2011 estavam sendo acompanhados pelos mesmos professores desde o 6º ano. “Naquele período, houve poucas trocas de professores. Chegamos ao final do ensino fundamental conhecendo muito bem cada aluno e suas capacidades”, explica Eliane. Na época, a escola obteve nove menções honrosas na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep).
 
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Boas lições que vêm do interior

A adoção de medidas simples e criativas em sala de aula colocou quatro municípios em destaque entre todas as 399 cidades do Paraná no diagnóstico De Olho nas Metas, divulgado neste mês pelo movimento Todos pela Educação. Em Ivaí, Serranópolis do Iguaçu, Quatiguá e Joaquim Távora, os conteúdos dos principais eixos do ensino fundamental – Língua Portuguesa e Mate­mática – foram bem absorvidos pelos estudantes. A organização elencou cinco metas para melhorar a educação até 2022. Uma delas (a meta 3) prevê que 70% dos alunos aprendam o adequado para a sua série. E é nesse item que as quatro cidades foram bem.

INFOGRÁFICO: Confira as quatro cidades do Paraná que tiveram um bom desempenho no De Olho nas Metas

Com base nos resultados da Prova Brasil de 2011, os técnicos do Todos pela Educação estipularam metas bianuais para cada um dos 5.565 municípios brasileiros. No Paraná, somente 12% das cidades alcançaram a meta prevista para cada uma nas turmas do 9.º ano em Matemática. O baixo desempenho colocou o Paraná em último lugar entre os estados. No 5.º ano, no entanto, 71,4% dos municípios atingiram as metas propostas em Matemática.

Procurada para comentar o diagnóstico, a Secretaria de Educação do Paraná não retornou à reportagem.

Colaboraram Denise Paro, da sucursal de Foz, e Marco Martins, correspon­den­te em Santo Antônio da Platina

Entrevista

“Fazer bem o básico é essencial”

Para melhorar o apren­­­dizado, o primei­­­ro passo é fazer bem o básico, diz a diretora-executiva do Todos pela Educação, Priscila Fonseca da Cruz. Confira a entrevista.

Por que as mesmas redes de ensino, seja municipal ou estadual, têm desempenhos tão diferentes no aprendizado dos alunos em Língua Portuguesa e Matemática?

O primeiro ponto é que a equidade não está na agenda dos gestores educacionais. Muitas vezes, você tem uma rede com boa qualidade média entre as escolas, mas com um desempenho muito desigual. Se a equidade está na pauta do secretário municipal de Educação, todas as políticas públicas da secretaria são direcionadas para se ter qualidade como um todo. Ele vai olhar principalmente as escolas que têm baixo desempenho e vai abrir mão de outras políticas para aumentar os índices dessas escolas. A sociedade brasileira é muito desigual e na educação essa desigualdade também se repete.

Como criar mecanismos para que os bons exemplos possam ser replicados?

Eu vejo a reprodução de boas práticas ocorrendo menos do que deveria ocorrer. As pessoas em geral e até mesmo a imprensa ficam muito focadas no que está acontecendo de ruim, no que está parado, no que não está funcionando. É importante colocar luz naquilo que está funcionando, valorizar o avanço de uma escola que estava com baixo desempenho e conseguiu crescer.

Algumas escolas com desempenhos positivos não desenvolvem projetos diferentes, mas se focam no planejamento e no bom relacionamento da equipe. Qual a receita para melhorar a aprendizagem?

O primeiro passo é fazer bem feito o básico. A escola precisa ter uma boa rotina, onde o professor não falta, o aluno não falta, tem reforço para quem precisa, tem um bom trabalho em Educação Física, em Artes, o clima de trabalho é bom, os professores se dão bem. Não precisa ter lousa digital ou equipamentos de informática. Uma escola que faz bem feito o básico terá, com certeza, bons resultados.

Priscila Fonseca da Cruz, diretora-executiva do movimento Todos pela Educação

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