• 18/02/2021 16:46
  • Atualizado em 18/02/2021 às 19:51
"Vergonha alheia"

Ilona sobre PDL de Tabata Amaral: “Quem escreveu não entende nada de alfabetização”

  • 18/02/2021 16:46
  • Atualizado em 18/02/2021 às 19:51
  • PorGazeta do Povo
    Ilona Becskehazy, especialista em educação, critica Tabata Amaral sobre tentativa de suspender edital para livros didáticos.
    Ilona Becskehazy, especialista em educação, critica Tabata Amaral sobre tentativa de suspender edital para livros didáticos.| Foto: Reprodução / YouTube

    Após a deputada Tabata Amaral (PDT-SP) tentar suspender o edital do Plano Nacional de Livros Didáticos (PNLD) 2023, a ex-secretária de Educação Básica do MEC, Ilona Becskehazy, escreveu uma série de mensagens no Twitter em defesa do documento. Sobre o Projeto de Decreto Legislativo (PDL), utilizado pela parlamentar para atingir seu objetivo, Ilona diz ter sido redigido por alguém que "não entende nada de alfabetização".

    O texto, produzido pela assessoria de Tabata Amaral, além de reclamar da falta de itens como temas de gênero e de "respeito à homo e transfobia" nos conteúdos indicados para crianças de 6 a 10 anos, critica a menção das etapas necessárias para a alfabetização - não há mais dúvidas na ciência sobre isso -, para o ensino da leitura e da escrita.

    "O PDL da deputada Tabata para sustar o edital do PNLD 2023 é uma vergonha alheia sem fim. Confunde conceitos e força a barra, para tentar convencer incautos de que o documento vai contra a legislação existente", diz Ilona. Em outras mensagens, Ilona mostra como o edital utiliza os mesmos moldes do currículo de Sobral (CE), reconhecido como o melhor ensino do país. Considerada uma das maiores especialistas em educação no país, Ilona é mestre e doutora em política educacional, pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-RJ) e pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (FEUSP), e trabalhou 10 anos na Fundação Lemann.

    Nas redes sociais, a deputada defendeu as mudanças propostas no edital e afirmou que, em sua concepção, os livros didáticos precisam também tratar de temas como racismo e ideologia de gênero. "Os livros didáticos são as principais ferramentas da educação e precisam refletir os princípios constitucionais de pluralismo nas escolhas de concepções pedagógicas", afirmou Tabata Amaral. Para ela, "o novo edital do PNLD abriu brechas para que esses assuntos sejam abordados de forma preconceituosa".

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