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Patrimônio

Catedral Basílica ganha novas cores, luz e som

Reforma recupera pintura e moderniza equipamentos de um dos principais cartões-postais de Curitiba. Obras na igreja duraram 21 meses

  • Ellen Miecoanski
O interior da Catedral ganhou mais brilho com a recuperação da pintura feita pelos italianos Anacleto e Carlos Garbaccio nos anos 40 |
O interior da Catedral ganhou mais brilho com a recuperação da pintura feita pelos italianos Anacleto e Carlos Garbaccio nos anos 40
 
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Catedral Basílica ganha novas cores, luz e som

Os tapumes que cercavam a Catedral Basílica Menor de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais foram retirados ontem, marcando o fim da primeira etapa de reforma e restauração de um dos principais cartões-postais de Curitiba. Depois de 21 meses de obras, a igreja instalada há mais de 100 anos na Praça Tiradentes está de aparência renovada, com cores, luz e som novos em folha. A reinauguração será amanhã, às 19 horas.

>> Imagens: veja mais fotos da reforma da Catedral Basílica

>> Vídeo: assista a entrevista com a arquiteta Giceli Portela, responsável pela restauração da Catedral

Entre o que foi restaurado, como a pintura das paredes e os vitrais, e o que foi modificado, como os sistemas de som e iluminação, foram gastos mais de R$ 4 milhões. Ao final da segunda fase, com a reforma do prédio anexo, que deverá começar na semana que vem e terminar em dezembro, o custo total será de R$ 5 milhões.

O dinheiro veio de incentivos da prefeitura de Curitiba, por meio da venda de potencial construtivo (mesmo processo que garantiu recursos para a reforma da Arena da Baixada), e de doações de fiéis através da conta da Associação dos Amigos da Catedral. “A prefeitura garantiu o necessário para restaurar o patrimônio, mas não podia incluir o mobiliário, o som e as cordas de isolamento, por exemplo. Esse dinheiro veio das doações”, explica o cônego Genivaldo Ximendes da Silva, pároco da Catedral.

A arquiteta Giceli Portela, responsável pela restauração, diz que as obras começaram em janeiro de 2011, mas que os trabalhos em torno da reforma começaram um ano antes. “Fizemos um estudo bem completo para saber cada problema, que nós chamamos de ‘patologia’, para ser tratado. No final foi um trabalho muito grande porque mexemos em cada cantinho da igreja.”

E o resultado é visível assim que se entra no corredor central. Com cores vivas nas paredes é possível perceber cada detalhe da pintura dos irmãos italianos Anacleto e Carlos Garbaccio, feita na década de 40. Embora não seja a primeira pintura feita na Catedral, a comissão de reforma decidiu restaurar esses desenhos, que correspondem à segunda camada de tinta.

“As pinturas receberam um tratamento para ficarem coerentes com a época dos irmãos Garbaccio, que já eram 80% da igreja. Somente a capela do santíssimo e do presbitério haviam sido reformadas e tinham outras pinturas por cima. Então todas elas fazem parte de uma mesma época, que é entre os anos 40 e 50”, explica Giceli. Na capela do santíssimo, por exemplo, ela conta que o trabalho minucioso durou todo o período de obras porque, em muitas partes, as camadas de tinta foram retiradas com um bisturi.

Curiosidades

Uma das maiores necessidades da Catedral era tratar as infiltrações e reformar o telhado. O cônego Genivaldo conta que uma das surpresas durante as obras foi descobrir o estado do telhado. Feita de cobre, a cobertura da nave da igreja estava em sua cor original, e o normal seria que, com o tempo, ficasse esverdeada, no processo chamado de zinabre ou azinhavre.

Outra descoberta foi um poço sob o piso do altar, que recebeu uma cobertura de vidro para que fiéis e turistas possam ver. Giceli conta que, antigamente, havia uma escada que vinha da torre até o chão e, em determinado momento da história, ela foi cortada para dar lugar à capela do batistério, onde são feitos os batismos.

Um presente para Nossa Senhora da Luz

Os valores religioso e histórico da Catedral por si só justificam todo o cuidado e planejamento empreendidos no restauro, afirma o arcebispo metropolitano de Curitiba, dom Moacyr José Vitti. “Ela tem muito significado para todas as igrejas da Arquidiocese e também para a cidade, já que é um cartão de visitas.” Dom Moacyr diz que a edificação estava precisando muito dessa reforma, do telhado ao chão, por dentro e por fora, e que agora irá acolher melhor os fiéis e turistas que passarem pelo local. “Fico muito feliz por ter acontecido no período em que estou como arcebispo, é uma sensação extraordinária. E vai ficar também como marco da minha passagem pela Arquidiocese de Curitiba”, afirma.

Sobre a cerimônia de dedicação do altar que ocorre amanhã, dom Moacyr explica que este será o momento de oferecer a Deus o espaço renovado, sobretudo o altar, considerado o coração da igreja. “É um momento raro e muito bonito e fizemos questão de fazer a dedicação no Dia de Nossa Senhora da Luz, nossa padroeira. É um presente a ela. E escolhemos o dia 6 de setembro porque é a data do aniversário da primeira dedicação da Catedral, assim coincidem os dias solenes”, explica.

Catedral Basílica

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Vida e Cidadania | 2:34

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Depois de uma ampla reforma, que durou um ano e nove meses, símbolo turístico e de fé será entregue à população curitibana. A Gazeta do Povo traz em primeira mão o resultado do trabalho de restauradores, pedreiros e eletricistas.

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