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Cientistas brasileiros desenvolvem nova técnica para tratamento da asma

Procedimento usa células-tronco do próprio paciente e será testado em voluntários. Se aprovado, pode estar liberado no SUS em 5 anos

  • G1
 
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Uma esperança para três milhões de brasileiros que sofrem de asma. Um novo tratamento para a doença, que utiliza células-tronco do próprio paciente, está em testes na Universidade Federal do Rio de Janeiro.

A professora Cleonice Dalio estava condenada à morte. Os médicos avisaram à mãe dela: sua filha não vai completar nem um mes de vida. Mas a menina sobreviveu e cresceu em meio a dores, muitos remédios e grande dificuldade para respirar.

Pacientes crônicos de asma, como Cleonice, vão ganhar uma esperança. Um tratamento que regenera os pulmões. A experiência, liderada pela médica Patricia Roco, começou há cinco anos.

Os testes foram com camundongos. Imagens mostram a diferença do pulmãoe depois da terapia. Foram as células tronco que regeneraram a parte afetada do pulmão.

Oito brasileiros morrem, por dia, vítimas da asma. A nova forma de terapia, criada na Universidade Federal do Rio de Janeiro, pode alterar essa estatística. Por enquanto, esse novo tratamento não está disponível. Mas a partir março do ano que vem vai ser aplicado em pacientes já selecionados que não respondem ao tratamento convencional.

Os testes, com dez pacientes, vão durar um ano. As células-tronco para o tratamento serão produzidas com medula óssea do próprio asmático. Da área do quadril será retirada medula óssea. As células-tronco ali contidas serão injetadas, naquele paciente, no mesmo dia. Essas células vão regenerar e reforçar as áreas do pulmão que ainda não foram afetadas pela doença.

"A terapia com células-tronco não vai reparar completamente o dano, mas ela vai na região que não está tão lesada melhorar aquele processo inflamatório, melhorar a qualidade de vida e essa é a nossa meta com os pacientes com asma de dificil controle", explica a doutora Patrícia Rocco.

A primeira fase de testes com pacientes crônicos levará um ano. Se não houver nenhum efeito negativo, mais pessoas serão testadas. Ao fim de cinco anos o tratamento de graça poderá estar nos hospitais do SUS com grande impacto social e econômico.

" Você tem o impacto financeiro pelo custo que esse paciente tem no serviço de saúde porque você tem várias internações, várias idas a serviço de emergência. A melhora disso do ponto de vista do impacto socio economico é muito grande", garante a médica.

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