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Batel

Clientes denunciam tortura e extorsão em bar

Dono de casa noturna acusa jovens de terem falsificado fichas de consumação. Funcionário nega agressões

  • PorJoão Varella, da Gazeta do Povo Online
  • 22/09/2008 21:02
Antônio Aristeu Chagas Neto traz no rosto as marcas da “conversa” em local isolado | Fotos: João Varella/Gazeta do Povo
Antônio Aristeu Chagas Neto traz no rosto as marcas da “conversa” em local isolado| Foto: Fotos: João Varella/Gazeta do Povo
  • Vital Cassol da Rocha leva camisa manchada de sangue ao IML

Doze jovens, incluindo seis menores, registraram queixa na Polícia Civil na manhã de ontem contra a casa noturna Santa Fé, no bairro do Batel, em Curitiba, denunciando terem sido agredidos, torturados e extorquidos pelo dono do bar, Rodrigo Lima, pela mulher dele e por seguranças. O proprietário, por sua vez, acusa os jovens de terem aplicado golpe, com fichas de consumação falsas, por isso teriam sido expulsos.

O caso se deu pouco depois da meia-noite de domingo. Os funcionários da casa acusam um cliente (identificado como "Gordo") de ter falsificado uma comanda, ficha onde é registrado o consumo de cada cliente. O acusado era conhecido da casa pelo alto consumo e pela freqüência no bar.

Segundo o advogado Vital Cassol da Rocha, que também é pai de uma das vítimas, Gordo teria apontado para o grupo, que alega não ter relação com a suposta falsificação. Rodrigo Lima, a mulher e três seguranças teriam torturado os clientes por mais de uma hora em uma parte isolada da cozinha.

"Os seguranças chegaram a colocar um revólver na boca de um dos jovens, além de dar várias coronhadas", diz o advogado. Além disso, os jovens teriam sido golpeados com a coronha dos revólveres e recebido chutes.

Um rapaz de 16 anos diz que um amigo foi forçado a se despir para provar que não tinha nenhuma comanda falsa. O estudante universitário Antônio Aristeu Chagas Neto, de 18 anos, disse que seus companheiros foram forçados a pagar mais de R$ 1 mil em dinheiro vivo para cessar a tortura.

Menores de idade não podem freqüentar casas noturnas. Mas seis das vítimas tinham menos de 18 anos. "Se eles entraram, é porque se identificaram como maiores", diz o funcionário Hernane de Souza, do setor de administração da casa.

Uma das vítimas, um adolescente de 16 anos, afirma que entrou pela porta da frente sem ser questionado sobre a idade. "Não é a primeira vez que eu vou lá", diz o jovem.

Três dos jovens agredidos teriam sido hospitalizados. Quatro fizeram exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal no início da tarde de ontem.

A confusão foi levada até o Centro Integrado de Atendimento ao Cidadão (Ciac). O exame de corpo de delito deverá ficar pronto em dez dias. Rocha afirma que vai processar o estabelecimento por lesão corporal, extorsão, ameaça e formação de quadrilha.

Alegações

A administração do Santa Fé nega a acusação de agressão contra o grupo de jovens, porém confirma tê-los levado até um local isolado para "conversar". Hernane de Souza afirma que dois deles confessaram a falsificação. "Se (os outros garotos) estavam junto com alguém fazendo coisa errada, é porque eram coniventes", acusa.

Sobre as lesões, o funcionário alega que um deles teria caído. "Se brigaram entre eles depois, não posso falar nada", insinua. "Se devêssemos alguma coisa, nem estaríamos nos pronunciando." Rodrigo Lima, dono do Santa Fé, não deu retorno às ligações da reportagem.

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