• Carregando...
Mayara Stelle, co-fundadora do Sleeping Giants Brasil
Mayara Stelle, co-fundadora do Sleeping Giants Brasil| Foto: Reprodução redes sociais

De acordo com a programação do Seminário “Combate à Desinformação e Defesa da Democracia”, promovido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a estudante de direito Mayara Stelle está entre os palestrantes do evento. Mayara é cofundadora da milícia digital Sleeping Giants Brasil, grupo de ativismo político de esquerda conhecido por intimidar empresas na internet para cancelar e desmonetizar propagandas em veículos de comunicação que não comungam com os valores ideológicos do grupo.

O evento será realizado nos dias 14 e 15 de setembro e é organizado pelo Supremo em conjunto com a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e o Colégio de Gestores de Comunicação das Universidades Federais (Cogecom).

Stelle aparece listada como palestrante de um painel que vai debater a “regulamentação das plataformas sociais digitais e a monetização da desinformação”. O painel será liderado pelo ministro do Supremo, Alexandre de Moraes, que recentemente arquivou um inquérito da Polícia Civil de São Paulo contra o Sleeping Giants Brasil, que era investigado pela Polícia Civil de São Paulo por suposta prática do crime de difamação contra a emissora Jovem Pan.

Também chama atenção o fato de que dentre todos os participantes do seminário, Mayara Stelle é a única “estudante de direito”, enquanto todos os outros debatedores são juristas e acadêmicos com carreira consolidada.

As atividades suspeitas do Sleeping Giants Brasil também estão na mira da Comissão de Comunicação e Direito Digital (CCDD) do Senado Federal, que pretende investigar possíveis abusos da organização.

“O modus operandi da Sleeping Giants Brasil, cópia de entidade criada nos Estados Unidos é a citação pública de anunciantes na mídia e nas redes sociais visando a remoção da publicidade destes em veículos de comunicação que possam causar prejuízos às marcas ou a critérios de responsabilidade social e governança corporativa. Na prática, trata-se de uma campanha de desgaste de veículos de comunicação, assim como de sites de postagens nas redes sociais que desagradem aos organizadores do grupo, criando uma espécie de index que promoveria censura à mídia por intermédio do arrocho financeiro desses grupos, técnica muito comum nos regimes autoritários”, diz um trecho do requerimento aprovado na CCDD, no último dia 9.

O primeiro painel do seminário, que será liderado pelo ministro Luís Roberto Barroso, tem como tema o “fortalecimento do sistema de justiça e suas instituições para o combate à desinformação”.

Barroso tem sido protagonista de diversas polêmicas ao se manifestar publicamente sobre suas visões políticas pessoais. A mais recente ocorreu em julho, quando confessou, em em evento da União Nacional dos Estudantes (UNE), que agiu para derrotar o “bolsonarismo”.

Em outro caso, ocorrido em abril do ano passado, ao ser questionado pela deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) sobre a possibilidade de reeleição do ex-presidente Jair Bolsonaro, Barroso afirmou ser preciso “não supervalorizar os inimigos” e concluiu: "Nós somos muito poderosos. Nós somos a democracia”.

Em junho, durante a abertura do 7º Encontro do Conselho de Presidentes de Tribunais de Justiça do Brasil, realizado em Porto Alegre, Barroso admitiu que o Poder Judiciário tornou-se um poder político. Duas semanas depois das eleições do ano passado, Barroso voltou às manchetes ao emplacar a frase: “Perdeu, mané. Não amola”. A frase foi uma resposta a um brasileiro que questionou o ministro sobre as fragilidades das urnas eletrônicas durante passagem do magistrado por Nova Iorque.

Veja a programação do evento do STF

0 COMENTÁRIO(S)
Deixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros

Máximo de 700 caracteres [0]