Na noite de segunda-feira, colegas de Alessandra Bernardi, que morreu vítima de um tiro na saída de um bar, em Curitiba, em 2 de abril, fizeram uma manifestação na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), onde a jovem de 24 anos cursava Serviço Social. Os estudantes criticaram a impunidade e pediram justiça. A repercussão do crime já havia levado o promotor de justiça Paulo Sérgio de Lima a pedir a prisão preventiva do réu confesso, o metalúrgico Leandro Machado Motta, e de Agnaldo Santos, que estava com Motta no carro no momento dos tiros. Os mandados de prisão foram expedidos na última sexta-feira, levando em consideração a gravidade do fato e o clamor público.
Até o início da noite de terça-feira, somente Santos já havia sido preso. A polícia não informou o paradeiro de Motta. De acordo com o delegado que investiga o caso, Maurílio Alves, da Delegacia de Homicídios de Curitiba, a prisão preventiva do metalúrgico não havia sido pedida antes porque ele se apresentou à polícia mais de 48 horas depois do crime, o que não caracteriza flagrante. Além disso, Motta é réu primário e tem residência e emprego fixos. Com relação ao porte ilegal de arma, que é crime inafiançável, o delegado explicou que, nestes casos, o porte se torna um agravante no processo, já que o homicídio é tido como crime hediondo. Portanto, o homicídio afastaria o crime de porte ilegal de arma.



